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Poemas de Silas Correa Leite



Poemas de Outono

P E R G U N T A M E N T O S

“Tenho de dar de comer ao Poema – Murilo Mendes

01)-Miseris Nobilis

volta e meia paira sobre mim
o medo da miséria e da fome
da minha infância humilde

então trabalho e estudo e escrevo
feito um condenado à vida
que só na loucura santa de sobreviver criando
encontra a sua espécie de cura

meus versos são pães dormindo
uma realidade substituta




02)-Teatro de Ocupação

Cansei de existir
Mas estudo, trabalho, luto para não
Repetir
A dose.
Morrer é passar de ano?

Luto para não me ferir
Mais do que me fere a existência
De ser
Um homem.
Viver é reparar dano?

Existo para inquirir
O nojo, o horror da vida, a cruz
Do medo
Da fome.
Escrever é baixar o pano?





03)-Violões

Invejo quem toca violão
Violão é o céu plangente
Na ponta dos dedos, na palma da mão
Como um corpo de mulher estridente
Em que você pratica a levitação
E gera música, harmonia, gente
Orquestrando a alma-nau da afinação.


04)-UTOPIA



detesto silêncio quando estou existindo

quando foi mesmo que existi?

detesto barulho quando estou escrevendo

que lugar me fujo no criar?

detesto existir quando escrevo poemas

que lugar me sou a fazer versos?

sou nada e tudo - qualquer parte

ESCREVENDO PARA FUGIR DE ME SER









05)-Guerra & Paz




Trabalho numa biblioteca pública
De vez em quando os personagens
Dos clássicos vêm conversar comigo



É nessas horas que me enlivro.


Silas Correa Leite
Santa Itararé das Letras
E-mail: poesilas@terra.com.br
www.portas-lapsos.zip.net

 



Escrito por artistasdeitarare às 11h54
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SORO CASEIRO

 

Poeta respirando por aparelho

Desconfie e se proteja:

 

Narguilé com cerveja!

-0-

Silas Correa Leite

Santa Itararé das Artes

E-mail: poesilas@terra.com.br

Blogue: http://artistasdeitarare.blogspot.com/

 

 



Escrito por artistasdeitarare às 10h28
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Quando eu Morrer



Quando eu morrer, se quiserem saber da minha vida

Digam que ao escrever poemas eu regurgitei

Tudo o que de ruim e doloroso recebi de herança ao nascer.

O dia em que nasci foi o de deixar um outro mundo

E concebido nove meses antes de habitar a terra

Com a pior poluição do planeta, os chamados seres humanos.

 

Quando eu morrer, leiam meus poemas e me esqueçam

Eu fui muito mais o que escrevi do que eu mesmo

Cada lágrima, vagido, horror ou neura deixei em palavras

Minha mãe foi a solidão e meu pai foi um acordeom vermelho

A vida é só tristeza e eu nunca me coube direito em mim

Escrever foi a homeopatia que me salvou de ser hu mano.

 

Se eu quisesse a lua certamente me dariam o inferno

Se eu sonhasse castanhas assadas me dariam cianureto

Nas humilhações fui enfezado e isso mexeu com meus motores.

Capturei imagens, fugi no letral, habitei o mundo-sombra

Despossuí-me de mim para ser o sentidor, o louco varrido

A vida não me deu limões mas fiz limonadas de lágrimas.

 

Hoje eu olho tudo o que sou e tudo o que tenho como fruto

De mágoas, ojerizas, lamentos e decomposições do Eu de mim

E tenho medo, muito medo; um quase humano insatisfeito

Com meu destino trágico, as portas sensoriais abertas, e ainda

Os fantasmas que me nutriram e que se alimentam do meu ódio

E me parecendo com algum humano fujo dos cacos de espe lhos.

 

-0-

 

Silas Correa Leite - E-mail: poesilas@terra.com.br

Site: www.itarare.com.br/silas.htm

Poema da Série "Lágrimas Secretas"



Escrito por artistasdeitarare às 23h02
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Bar do Tepa, Itararé, Poetinha Silas Correa Leite e Dirceu Mendes



Escrito por artistasdeitarare às 21h17
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