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Blog de Artistas de Itarare Cidade Poema
 


Sexta-feira, Fevereiro 20, 2009



O Tao Feminino

Para Marina Solda


O que nunca morre é espaçotempo
mas pode chamá-lo de Mamãe.
Quem nunca abandona esta mulher
o Céu e a Terra fecunda.

Suave é o seu poder
Sempre e sempre a nos amamentar.
Desça - ela estará lá.
Suba - ela o tomará no colo.

Lao Tsé
Publicado no blogue:
http://polacodabarreirinha.blogspot.com/


Escrito por artistasdeitarare às 15h44
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Elvira Pagã (Elvira Cozzolino). Itararé, 1920,
Rio de Janeiro, 2003.
Tirado do Blogue do Luiz Antonio Solda


Escrito por artistasdeitarare às 13h40
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Eu Quis Fazer Uma Canção Para o Tom Zé
Silas Corrêa Leite

Ouça:
[ 56kb ] - necessário Windows Media
(Interpretação livre de Antônio Abujamra)


Eu quis fazer uma canção para o Tom Zé

Aquele mesmo bahiano terráqueo de Irará

Na transcriação de fala mansa quase é

Um caboclo que em si ainda canta a sabiá


Porque Tom Zé proseia fácil e ousa tanto

E tira e soma timbres até de velhos jornais

E desse confeito em letra e música o canto

Pertinência acalanto em eito próprio traz


Eu quis fazer uma canção para o Tom Zé

Sessenta e sete anos e ainda tão moleque

Tudo de si é banda que ele afina bem até

Soar-se bumbo bamba taperá sem breque


Porque Tom Zé eletriza a transmutação

De sua voz cabeça tronco e babel sonora

Na sua ilógica tripolar é luar de ser tão...

Escala diapasão cabeça e outra pandora


Eu quis fazer uma canção para o Tom Zé

Nos contrapontos de invencionices zil

Formiga preta reacendeu cheiro de fé

A mãe pintou o pai e ele soa bem Brasil


Porque Tom Zé trama a rítmica ancestral

No seu pastel de couve a música é vento

De Irará a Joselita foi caminho suave trigal

E ele veio árvore sem nodal ou documento


Eu quis fazer uma canção para o Tom Zé

A Rua Quixabeira trouxe em íntimo de si

Ele faz chover em lagarto pedrês que é

Mágico do cipó inventa um bemol em mi


Porque Tom Zé é cerâmico e corpóreo sim

No táctil do que ao ser de si se sonoriza

Água que anda pirilâmpada ou arlequim

Um mulo-com-cabeça que se peroliza


Eu quis fazer uma canção para o Tom Zé

Filete bípede e ninhal de tanto encantário

Borboleteando recriações de lavras até

De Irará pondo-se em si louvre sudário


Porque Tom Zé deve ser tantos e ai de si

Multiplicando o zero para nos encantar

Meio alumbrado e muito urbano zumbi

Bendito o ser de si que ele é todo lugar.

Sobre o(a) autor(a):
Poema da Série Sampa Geração 450

Site pessoal: www.itarare.com.br/silas.htm

E-mail: poesilas@terra.com.br

Livro O RINOCERONTE DE CLARICE no site

www.hotbook.com.br/int01scl.htm


Poesia apresentada no programa 184


Os poemas e os textos lidos em "Provocações” são, às vezes, livre adaptação do original, por Antônio Abujamra ou Gregório Bacic. O formato em que se apresentam escritos aqui é apropriado para a leitura em TV e não o seu formato original.

© 1996-2009 Fundação Padre Anchieta

 



Escrito por artistasdeitarare às 02h46
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