
Suicídio (Poema Para Um Jovem Poeta Perturbado) Quem pensa em se matar Tem craca no ego Ditado Impopular em Itararé Suicídio é para quem pode Não exatamente para quem quer Ficou nervoso? Tome um toddy Ou largue a perua da mulher Suicídio é pra quem não pensa Ou pra quem quer treva branca de holofote A morte pode ser a pior desavença Ou o inferno inteirinho como dote Suicídio é coisa para artista Traído; poeta, músico depressivo, cantor Acaba o sonho altruísta Fica a faca cega no limbo da dor Suicídio na verdade é coisa pra mané Não é para revolucionário ou maldito Vá pescar, volte pra terra-mãe Itararé O zero íntimo de um particular infinito Suicídio é coisa de tipo caipora Realmente se matar não tem nada a ver Você apaga a luz a vai embora Não fica pra ver o final do fim acontecer Suicídio é neura; é mesmo um pé no sacro É coisa para frustrado que usa ferradura No fundo do problema há um outro buraco A vida em altos e baixos é uma aventura Por isso, caro poeta, pense alto, nada de se matar Não morra por quem não morre por você Tome uma cerveja. Arrume uma pessoa para amar Leia um livro. A morte foge de quem lê... -0- Silas Correa Leite – Santa Itararé das Letras E-mail: poesilas@terra.cm.br Blogue: www.portas-lapsos.zip.net
Escrito por artistasdeitarare às 10h40
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