Sentinela da Fronteira - Trincheiras da Legalidade
Getúlio Vargas em Itararé
A REVOLUÇÀO DE 1930 EM ITARARÉ
( Livro VIVENDO - Cecília Duarte Fogaça)
Estávamos em 1930, e eu cursava a última série ginasial. No dia 3 de outubro, cheguei à escola como de costume e, em lugar de aula, havia um tumulto. Ficamos surpresos e desorientados com a notícia que corria - havia estourado uma revolução para depôr o Presidente Washington Luis. Não queríamos acreditar que fosse verdade. Não éramos pessoas informadas pelo rádio e televisão como somos hoje. Naquele tempo, televisão não havia no Brasil, e rádio, existia,mas não era em nossos meios. Os jornais vinham atrasados e as notícias já não eram mais novas quando chegavam. O país estava atravessando uma crise econômica causada pela queda do preço do café, fechamento de fábricas e descontentamento com o resultado das eleições para Presidente da República vencidas pelo paulista Júlio Prestes, candidato do Governo. O Presidente Washington Luis, também paulista, havia quebrado o acordo da política do café-com-leite entre Minas e São Paulo porque não escolheu um mineiro para disputar a Presidência. O candidato da oposição, Getúlio Vargas, do Rio Grande do Sul, alegou ter havido fraude nas eleições e começou um movimento contra o Presidente, fortificado por Minas Gerais e Paraíba. O assassinato de João Pessoa, o Vice de Getúlio, veio causar a revolução. Naquele dia, a escola estava em alvoroço. Os comentários eram os mais desencontrados. Então os professores vieram nos informar a verdade e que as aulas estavam suspensas por prazo indeterminado, enquanto durasse a revolução. As escolas e as repartições públicas seriam ocupadas pelos soldados que começavam a chegar. Voltamos para casa alarmadas com os comentários, sem saber o que esperar. Não tínhamos idéia do que fosse uma revolução. Até aquela data eu não vira revolução alguma e não tinha medo por desconhecer o perigo. Contei à minha tia que ficou desesperada. Consegui convencê-la a deixar que eu partisse para minha casa, em Itararé. Ela estava assustada demais para me impedir. Tomei o trem depois do almoço e viajei com algumas colegas que também voltavam para suas casas. O trem estava lotado de gente aflita que procurava reunir-se à família. Quando chegamos, fomos recebidas por grande quantidade de soldados que guardavam a estação; ficamos assustadas, alguns tinham a cara enfezada e maldosa, e outros aproveitavam para nos dirigir gracejos. Era ali seu Quartel General. Pelas ruas só transitavam soldados. Meus pais não sabiam que eu estava chegando, não foram me encontrar. Fui para casa, que era longe, já quase noite e senti muito medo. Mamãe assustou-se ao me ver chegar e ao mesmo tempo sentiu alívio. - Graças a Deus que você veio! Estávamos muito preocupados por sua causa ! A cidade estava em silêncio. As pessoas não saíam mais às ruas. Só se ouvia um tiroteio que vinha de longe, lá do lado da Barreira, na Fazenda Morungava, onde os gaúchos estavam entrincheirados, a cerca de três quilômetros da cidade. Itararé, pequena cidade paulista, separa o Estado de São Paulo do Estado do Paraná através de formidável barreira formada pelo encachoeirado rio do mesmo nome, cujas margens são paredões de pedra que chegam a ter vinte metros de altura. O rio às vezes se esconde por baixo das pedras e torna a aparecer dentro de maravilhosa gruta, como um presente da natureza. E era lá, depois da barreira, já do outro lado do rio, no Paraná, que os gaúchos se preparavam para a batalha. A cidade estava cheia de soldados. Quase não dormíamos e estávamos amedrontados com o barulho causado pelos tiros de canhões e metralhadoras que faziam barulho noite e dia. Não tínhamos sossego. Aviões passavam a toda hora por cima de nossas casas e tínhamos medo que jogassem granadas. Estávamos com tanto medo que não sabíamos se os aviões eram amigos ou inimigos. Os boatos eram muitos e as pessoas estavam aterrorizadas. Surgiu a notícia que a cidade seria bombardeada, e o povo fugiu para os sítios e fazendas, ou para outras cidades. As pessoas, em desespero, fugiam de trem, de carroça, a cavalo, a pé e até na carrocinha do leiteiro. Os carros, que eram poucos, foram requisitados pelos soldados. Quando as pessoas abandonaram suas casas, começaram os saques. Embora a culpa recaísse sobre os soldados, nós sabíamos que, além deles, havia pessoas que ficaram e que se aproveitavam da situação para roubar as casas de seus conhecidos, saquear lojas e armazéns, causando grande prejuízo. Mamãe não sabia o que fazer. Eram nove filhos chorando de medo. Papai não queria sair de Itararé, para proteger o seu armazém e evitar que fosse saqueado. Ele tinha um compadre chamado Benedito Garcia, dono de um sítio no Rodeio, um bairro da zona rural. O compadre mandou uma carroça para nos buscar e nós a enchemos com nossas malas, trouxas de lençóis e cobertores. Saímos cedo, depois do café e, levamos duas horas para chegar lá porque a estrada era só buracos. A carroça estava muito pesada com a mudança e mais dez pessoas, além do carroceiro. Ia vagarosamente. Tive pena dos cavalos. Chegamos ao sítio. Era uma casa grande, mas não muito boa. Havia lugar para todos nós. Tínhamos levado uma verdadeira mudança, até os colchões de palha de milho. Dormíamos num só quarto, no chão. Não havia luz elétrica e as crianças estranharam muito. Uma cozinheira fazia comida para umas trinta pessoas. Na hora de comer, cada qual pegava um prato e sentava em qualquer lugar: na porta da cozinha, embaixo das árvores, nos tocos que existiam espalhados por ali. Só as crianças comiam na mesa. Recebíamos sempre, notícias de papai dizendo que estava bem, que os soldados paulistas tomaram conta da cidade, mas que a qualquer momento poderia ser bombardeada pelos inimigos. Ficamos no sítio cerca de dez dias. Mamãe não estava mais recebendo notícias de papai e estava desesperada para voltar. A cada dia que passava, ficava mais aflita. Então a comadre achou melhor nos mandar de volta e enfrentar o perigo. Regressamos, novamente de carroça. Papai ficou muito contente em nos ver, apesar do perigo que corríamos. Ficamos fechados em casa por vários dias. Itararé estava condenada a ser bombardeada no dia 24 de outubro, ao meio dia, porém isso não aconteceu. Na manhã desse mesmo dia foi proposta a rendição, porque o presidente Washington Luiz já tinha sido deposto. Não houve a temida batalha. Felizmente tudo acabou bem. O barulho e o medo duraram dezenove dias. Foi grande a alegria quando correu a notícia de que havia terminado a revolução e que Getúlio Vargas passaria por nossa cidade, vindo do Sul, a caminho do Rio de Janeiro. Os comentários eram um só - a espera de Getúlio, vê-lo passar vitorioso, por Itararé. No dia seguinte à rendição, os soldados gaúchos entraram na cidade e desfilaram pelas ruas, com seus armamentos, festejando o novo Governo e a esperança de uma vida melhor. As pessoas que permaneceram na cidade abriram as suas portas para comemorar o fim da revolução. Soltaram rojões, deram vivas, foi imensa a alegria por tudo haver terminado bem, e principalmente, alegria daqueles que eram a favor de Getúlio, seus numerosos partidários. As ruas que antes só tinham soldados, agora estavam cheias de famílias que saíram para comemorar. Pouco a pouco, os soldados foram se retirando e Itararé voltou à vida normal.
A cidade estava em festa. Getúlio ia passar de trem por Itararé e todos queriam vê-lo. Nos dirigimos então para a estação que mais parecia um formigueiro, de tanta gente que lá estava; todos queriam ver Getúlio, mas ele ainda não havia chegado. Fomos aos poucos, avançando em meio à multidão, nos aproximando cada vez mais da plataforma. Mas houve muio demora, cansamos de esperar e resolvemos ir embora. Soubemos que Getúlio Vargas chegou, festivamente, às 14h. Recebeu as homenagens dos itarareenses e posou ao lado de pessoas de destaque, seus partidários, deixando para a posteridade a lembrança dos primeiros momentos de sua glória. A jovem Adonida- conhecida como Morena, filha do Prefeito Paulo Ferreira, nomeado pelos gaúchos, entregou a Getúlio um ramo de rosas. Juntamente com Getúlio, Itararé entrou para a história:- ela, como a pequena cidade onde as forças do Governo, em número menor, enfrentaram e resistiram aos ataques das tropas revolucionárias; ele, como o grande Estadista que veio do Sul, através de uma revolução, e tornou-se um dos mais famosos Governantes do Brasil. Apesar de ter sido um Ditador, tornou-se querido pelo povo, que depois o elegeu Presidente da República através de eleições. Foi ele que instituiu o salário mínimo, o voto secreto, e também, o voto feminino, valorizando a mulher brasileira, permitindo que ela se elevasse entre os homens, que sua opinião fosse ouvida e levada em conta, considerada. Dentre os muitos benefícios, criou as Leis Trabalhistas, dando melhores condições e garantias aos trabalhadores brasileiros. Esse motivo já basta para que a imagem de Getúlio permaneça viva entre a classe trabalhadora. Que Deus ilumine seu espírito pelo bem que fez a milhões de brasileiros.
Os gaúchos desfilam em Itararé
1930 - A chegada de Getúlio em Itararé
"Se a honra de ser nos pertence/Deste chão és ternura e fé/Pra viver sempre Itarareense/E morrer por Itararé"
(Fragmento/Refrão do Hino ao Itarareense de Silas Correa Leite, Oficial)
"Bandeira de treze Listas/Orgulho e honra dos Paulistas/Uma destas listas é/O sangue do povo de Itararé" Poemeto "Revolução em Itararé"/Fragmento, Silas Corrêa Leite (Poetinha)
Antiga rua das Tropas, atual São Pedro Desenho do artista plástico Mário Machado
VELHOS TEMPOS Santos Maria
Itararé dos bravos coronéis hoje tens lindos vergéis, que decoram tua paisagem. Quero em modesta poesia, retratar a ufania, dos pioneiros de coragem.
Itararé terra bacana, dos tempos da Rede e Sorocabana é saudade que ficou. Minha terra altaneira, do fluxo da madeira, que há muito tempo passou.
Itararé não é mais aquela pacata cidade e bela, dos tempos dos tropeiros levantando pó do chão. Hoje estás mais moderna, não mais existe a caserna, do tempo da revoluçào.
Assim é Itararé, por tudo que tu és, eu digo de coração. Continuas altaneira, como sempre, hospitaleira, mantendo sua tradição. Itararé que é sumidouro, tu és um grande tesouro, de nossa querida nação.
ITA - PEDRA Márcia Klocker Martins Morschel
Itararé da campina onde eu menina corri/senti o saber multicolor
do vento... Itararé da gruta onde adolesci vivi/senti a luta de "ser"
Itararé do Rio Verde onde molhei meu destino menino e andei pelas margens amenas/serenas de vasto verão
Itararé/pedra Itararé/ponte Itararé/caminho Partida Chegada Minha!
Te exalto Te elevo Te absorvo e devolvo o amor sentido por mim...
RETORNO AO SANTUÁRIO
Silas Corrêa Leite
Daqui a dois dias estarei em Itararé Mas é como se eu já estivesse. A expectativa precede a viagem E estar em itararé É estar em mim mesmo. Canto minha aldeia para parecer eterno. A possibilidade de retorno ao meu santuário me emociona (Sou de Itararé como o relâmpago pertence ao conflito de nuvens e ainda tenho lá minha porção ("polimento de matizes & iluminuras") Paro de tomar remédios. Bebo cervejas. Escrevo Poemas de Saudades tão despudoradamente. A ante-véspera de ir para Itararé me enriquece e engalana Que pareço outro - Não me reconheço em mim!
Daqui a dois dias estarei em Itararé: Minha mãe, a lua! - Meu povo (as memórias guardadas). Um dia estarei em Itararé e ela em mim Que serei pó. E então finalmente serei para sempre A PRÓPRIA ITARARÉ!
VIA SACRA ITARAREENSE - Jesus Ressuscitado ( cemitério) Óleo sobre tela, do premiado artista plástico Jorge Chueri, o maior artista da cidade e região. Jesus ante as colunas do Monumento aos Fundadores de Itararé, que fica no Cemitério da Saudade de Itararé.
Luiz Antonio Solda, Humorista/Cartunista (Premiado) e Poeta de Itararé-SP e Amigo
Está aberta a grande liquidação de saldos e retalhos, ou melhor, “Solda’s e Rettalhos”. A exposição dos artistas Luiz Antonio Solda e Luiz Rettamozo, mais conhecidos como Solda e Retta, traz as bem-humoradas charges do primeiro e as pinturas sobre jornal do segundo. A mostra/queima de estoque vai até dia 31 de abril no Espaço Cultural Beto Batata, anexo ao restaurante do Alto da XV.
“Vendemos tudo, até conversa fiada”, comenta o paulista Luiz Antonio Solda, de Itararé-SP, chargista e publicitário aposentado que há mais de 40 anos, ironiza, tenta viver em Curitiba. Ele conta que a idéia de fazer uma exposição conjunta nasceu há tempos, quando ainda trabalhava como diretor de arte em agências publicitárias e conheceu Retta. “O mercado publicitário é pequeno. Aí acontecia de eu ir para uma agência e logo depois Retta aparecia. Quando mudava novamente, acabava encontrando ele depois. Ficamos amigos”, explica.
Este ano, Solda abriria uma exposição individual chamada “O pior de tudo”, quando recebeu um telefonema do velho amigo e ambos decidiram colocar em prática a antiga idéia com “Solda’s e Rettalhos”. Segundo o artista, “todos os itens expostos são originais e se encontram à venda. Mas minhas charges já foram publicadas e eu só reponho. Já do Retta é tudo inédito, e ele está tendo o maior trabalho pra produzir tudo”.
O material de Luiz Rettamozo é constituído por pinturas sobre folhas de jornal e procura promover o encontro da arte com a notícia. Retta já teve instalações premiadas nas edições de 1975 a 1978 do Salão Paranaense de Artes e na 14ª Bienal de São Paulo. Também tem livros publicados (como o infantil “Nuvem Menina” e a ficção/interferência “Não fique doente”), peças de teatro encenadas (“Bichomem” e “Vampiração Total”) e um CD gravado (o infantil “Música Boa pra Cachorro”).
Já o material de Solda, organizador da exposição, é composto por charges de diversos temas que escancaram com muito bom humor as crises nacionais e internacionais. O cartunista já organizou outras mostras, como a 10zenhistas, que reuniu material de 10 chargistas de Curitiba (entre eles Paixão e Tiago Recchia da Gazeta do Povo) para rodar pelo país. “É uma mostra itinerante de humor pois é importante mostrar o que temos de melhor lá fora. Quem sabe um dia ela até vem para Curitiba”, brinca.
Entusiasta da internet
“Ajudem um autista prático e um multimédia pão com manteiga a sobreviver neste mundo cruel”, escreve Solda sobre a exposição em seu blog, o Solda Caústico. Entusiasta confesso da internet, o cartunista levanta cedo todos os dias e escreve em sua “revista”, que existe há pouco mais de um ano. "Se houvesse internet nos anos 80 eu nunca teria saído de casa pra trabalhar”, afirma Solda.
Além de links para muitos dos cartunistas de Curitiba, não faltam no blog charges, textos de humor e imagens (algumas de temática adulta). “Eu publico também contribuições de diversos cantos do país. Há materiais de Porto Alegre, Minas Gerais e até de Curitiba”, conta Solda. Vale a pena dar uma conferida.
Edson Marques, de Itararé-SP Edson Marques, poeta, formado em Filosofia pela USP. Vencedor do Pr�mio Cervantes/Ib�ria em 1993. S�cio-fundador da Ordem Nacional dos Escritores. Se diz "um socialista rom�ntico". Lan�ou o livro: "Manual da Separa��o". Frase final que citou no programa:" - As pessoas com as quais voc� atualmente convive s�o amorosas, compreensivas, inteligentes, excitantes, audaciosas, livres, saud�veis, delicadas, sens�veis, independentes, e cheias de entusiasmo pela vida? S�o?! Porque, se assim n�o forem, responda-me: - O que � que voc� continua fazendo a�? "http://mude.weblogger.com.br
Primeiro Rascunho Para um Esboço de Projeto Amplo, Total e Irrestrito
Autor: Silas Corrêa Leite - de Itararé-SP, Brasil
Artigo Um
Todo Poeta tem direito de ser feliz para sempre, mesmo além do para sempre ou quando eventualmente o "para sempre" tenha algum fim.
Artigo Dois
Todo Poeta poderá dividir sua loucura, paixão e sensibilidade com mil amores, pois a todos amará com o mesmo prelúdio nos olhos, algumas asas nas algibeiras e muitas cítaras encantadas na alma, ainda assim, sem lenço e sem documento.
Parágrafo Único
Nenhum Poeta poderá ser traído, a não ser para que a ex-Musa seja infeliz para todo o resto dos dias que lhe caibam na tábua de carne desse Planeta Água.
Artigo Três
Nenhum Poeta padecerá de fome, de tristeza ou de solidão, até porque a tristeza é a identidade do Poeta, a solidão a sua Pátria, sendo que, a fome pode muito bem ser substituída por rifle ou cianureto. E depois, um poeta não precisa de solidão para ser sozinho. É sozinho de si mesmo, pela própria natureza, com seus encantários, mundo-sombra e baladas de incêndio.
Artigo Quatro
A Mãe do Poeta será o magno santuário terreal de seus dias de lutas e sonhos contra moinhos e erranças de gracezas e iluminuras.
Filho de Poeta será como caule ao vento, cálice de liturgia, enchente em rio: deverá adaptar-se ao Pai chamado de louco por falta de lucidez de comuns mortais ou velado elogio em inveja espúria.
Artigo Quinto
Nenhum Poeta será maior que seu país, mas nenhuma fronteira ou divisa haverá para o Poeta, pois sua bandeira será a justiça social, pão, vinho, maná, leite e mel, além de pétalas e salmos aos que passaram em brancas nuvens pela vida. E depois, uns são, uns não, uns vão, uns hão, uns grão, uns drão - e ainda existem outros.
Artigo Sexto
A todo Poeta será dado pão, cerveja, amante e paixão impossível, o que naturalmente o sustentará mental e fisiológicamente em tempos tenebrosos ou de vacas magras, de muito ouro e pouco pão.
Artigo Sétimo
Nenhum Poeta será preso, pois sempre existirá, se defenderá e escreverá em legítima defesa da honra da Legião Estrangeira do Abandono, à qual sabe pertencer, com seu butim de acontecências, ou seu não-lugar de, criando, ser, estar, permanecer, feito uma letargia, um onirismo.
Artigo Oitavo
A infinital solidão do espaço sempre atrairá os Poetas.
Artigo Nono
Caso o Poeta viaje fora do combinado, tome licor de ausência ou vá morar no sol, nunca será pranteado o suficiente, nem lhe colocarão tulipas de néon, dálias aurorais, estrelícias de leite ou dente-de-leão sob o corpo que combateu o bom combate. Será servido às carpideiras, amigos, parentes, anjonautas e guardiões, vinho de boa safra por atacado, mais bolinhos de arroz, pão de minuto e cuque de fubá salgado.
Artigo Décimo
Poeta não precisará mais do que o radar de seus olhos, as suas mãos de artesão sensorial no traquejo do cinzel interior, criativo, sua aura abençoada e seu halo com tintas de luz para despojar polimentos íntimos em verso e prosa, como pertencimentos, questionários e renúncias.
Artigo Décimo-Primeiro
Poeta poderá andar vestido como quiser, lutar contra as misérias e mentiras do cotidiano (riquezas impunes, lucros injustos), sempre buscando pela paz social, ou ainda mamando na utopia de uma justiça plural-comunitária. Quem gosta de revolução de boteco é janota boçal metido a erudição alcoólica e pseudo-intelectual seboso e burguês. Poeta gosta mesmo de humanismo de resultados. De pegar no breu. A luta continua!
Artigo Décimo-Segundo
Poeta pode ser Professor, Torneiro-Mecânico, Operário, Jardineiro, Fabricante de Bonecas, Vigia-Noturno, Engolidor de Fogo, Entregador de Raposas, Dono de Bar ou Encantador de Freiras Indecisas. Poeta só não poderá ser passional, insensível, frio ou interesseiro. Ao poeta cabe apenas o favo de Criar. O poeta escreve torto por linhas tortas (um gauche), poesilhas (poesia rueira e descalça) e ficção-angústia. Escreve (despoja-se) para não ficar louco...para livrar do que sente. O Poeta, afinal, é um "Sentidor"
Artigo Décimo-Terceiro
Se algum Poeta for acusado levianamente de alguma eventual infração ou crime, a dúvida o livrará. E se o Poeta dizer-se inocente isso superará palavras acima de todos e sua fala será sentença e lei. A ótica do Poeta está acima de qualquer suspeita, e ele sempre é de per-si mesmo o local do crime da viagem de existir. Mas pode colaborar com as autoridades, cometendo um crime perfeito. Afinal, só os imbecis são felizes.
Parágrafo Único
Poeta não erra. Refaz percursos. Poeta não mente. Inventa o inexistente, traduz o impossível, delata o devir. Poeta não morre. Estréia no céu.
Artigo Décimo-Quarto
Aos Poetas serão abertas todas as portas, até as invisíveis aos olhos vesgos e comuns dos mortais anônimos, serão abertos todos os olhos, todas as almas, todos os caminhos, todas as chamas, todos os cântaros de lágrimas e desejos, todos os segredos dessa dimensão ou fora dela, num desespelho de matizes.
Artigo Décimo-Quinto
A primeira flor da primeira aurora de cada dia novo, será declarada de propriedade do Poeta da rua, do bairro, do país ou de qualquer próximo Poeta a confeitar como louco, como ermitão ou pioneiro, de vanguarda. Em caso de naufrágio ou incêndio, poetas e grávidas primeiro
Artigo Décimo-Sexto
Não existe Poeta moderno, clássico, quadrado, matemático como pelotão de isolamento, ou só aleijado por dentro, pois as flores e os rios não nascem nunca iguais aos outros, sósias, nem os poemas são tijolos formais. Nenhum Poeta poderá produzir só por estética, rima ou lucro fóssil. Poesia não é para ser vendida, mas para ser dada de graça. Um troco, um soneto, uma gorjeta, um haikai, um fiado pago, uns versos brancos, um salário do pecado, um mantra-banzo-blues. E todo alumbramento é uma meia viagem pra Pasárgada.
Poeta é tudo a mesma coisa, com maior ou menor grau de sofrimento e lições de sabedoria dessas sofrências, portanto, com carga maior ou menor de visão, lucidez, sensoriedade canalizada entre o emocional e o racional, de acordo com a sua bagagem, seu vivenciar, seu prisma existencialista de bon vivant. Poeta há entre os que pensam e os que pensam que pensam. Entre os que são e os que pensam que são. A todos é dado a estrada de tijolos amarelos para a empreita de uma caminhada que o madurará paulatinamente. Ou não. Todo poeta é aprendiz de si mesmo, em busca de uma pegada íntima, e escreve para oxigenar a alma. Afinal, são todos sementes, e sabem que precisam ser flores e frutos, para recriarem, para sempre, a eterna primavera.
Todo aquele que se disser Poeta, assim o será, ou assim haverá de ser
Parágrafo Um
O verdadeiro Poeta não acredita em Arte que não seja Libertação. Saravá, Manuel Bandeira!
Parágrafo Dois
Poeta bebe porque é líquido. Se fosse sólido comia.
Parágrafo Três
Poeta é como a cana. Mesmo cortado, ralado, amassado, ao ser posto na moenda dos dias, ainda assim tem que dar açúcar-poesia
Inciso Um
Poeta também bebe para tornar as pessoas mais interessantes.
Parágrafo quatro
Poeta não viaja. Poeta bebe. E todo Poeta sabe, que o fígado faz mal à bebida.
Artigo Décimo-Sétimo
Poeta terá que ser rueiro como pétala de cristal sacro, frequentador de barzinhos como anjo notívago, freguês de saunas mistas como recolhedor de essências, plantador de trigais amarelos como iluminador de cenários, cevador de canteiros entre casebres de bosquíanos, entre o arado e a estrela, um arauto pós-moderno como declamador de salmos contemporâneos entre extraterrestres.
Parágrafo Único
Poeta rico deverá ainda mais amar o próximo como se a si mesmo, ajudando os fracos e oprimidos, os Sem Terra, Sem Teto, Sem Amor, para então se restar bem-aventurado e poder escrever cânticos sobre a condição humana no livro da vida. Poeta é antena da época. E o neoholocausto do liberalismo globalizador é o câncer que ergue e destrói coisas belas.
Artigo Décimo-Oitavo
A todo Poeta andarilho e peregrino como Cristo, São Francisco ou Gandhi, será dado seu quinhão de afeto, sua porção de Lar, seu travesseiro de pétalas de luz. Quem negar candeia, azeite e abrigo ao Poeta, nunca terá paz por séculos de gerações seguintes abandonadas entre o abismo e a ponte para a Terra do Nunca. Quem abrigar um Poeta, ganhará mais um anjo-da-guarda no coração do clã que então será abençoado até os fins dos tempos.
Parágrafo único
O sábio discute sabedoria com um outro sábio. Com um humilde o sábio aprende.
Artigo Décimo-Nono
Poeta poderá andar vestido como quiser, com chapéus de nuvens, pés de estrelas binárias ou mantras de ninhos de borboletas. Nenhum Poeta será criticado por fazer-se de louco pois os loucos herdarão a terra e são enviados dos deuses. "Deus deve amar os loucos/Criou-os tão poucos..." - Um Poeta poderá também andar nu, pois assim viemos e assim nos moldamos ao barro-olaria de nosso eio-Éden chamado Planeta Água. E a estética para o poeta não significa muito, somente o conteúdo é essência infinital.
Artigo Vigésimo
Poeta gosta de luxo também, mas deve lutar por uma paz social, sabendo a real grandeza bela de ser simples como vôo de pássaro, simples como pouso em hangar fantástico, simples como beira de rio ou vão de cerca de tabuínha verde. Só há pureza no simples.
Artigo Vigésimo-Primeiro
Nenhum Poeta, em tempo algum, por qualquer motivo deverá ser convocado para qualquer batalha, luta ou guerra. Mas poderá fazer revoluções sem violência. Poderá também ser solicitado para ser arauto da paz, enfermeiro de varizes da alma ou envernizador de cicatrizes no coração, oferecendo, confidente, um ombro amigo, um abraço de ternura, um adeus escondido feito recolhedor de aprendizados ou visitador de bençãos, ou ser circunstancialmente um rascunhador clandestino de alguma ridícula carta de suicida.
Artigo Vigésimo-Segundo
Mentira para o Poeta significa cruz certa. Aliás, poeta na verdade nunca mente, só inventa verdades tecnicamente inteiras e filosoficamente sistêmicas...
Artigo Vigésimo-Terceiro
Musa-Vítima do Poeta será enfermeira, psicóloga, amante, mulher-bandeira, berço esplêndido, Santa. Terá que ser acima de todas as convenções formais, pau para toda obra. No amor e na dor, na alegria e na tristeza, até num possível pacto de morte.
Artigo Vigésimo-Quarto
Poeta não paga pensão alimentícia. Ou se está com ele ou contra ele. Filha e sobrevivente de uma relação qualquer, ficarão sob sua guarda direta e imediata. Ex-Mulheres serão para sempre águas passadas que não movem moinhos, como velas ao vento de uma Nau Catarineta qualquer, como exercícios de abstrações entre cismas, ou como aprendizados de dezelos íntimos de quem procura calma para se coçar.
Artigo Vigésimo-Quinto
Revogam-se todas as disposições em contrário
CUMPRA-SE - DIVULGUE-SE
Poeta Silas Corrêa Leite, Educador, Jornalista Comunitário - Membro da UBE-União Brasileira de Escritores, de Itararé-SP
(Tema para Morte e vida Severina com orquestra e coro RGE)
Todas as composi��es de Chico Buarque, com exce��o de Retrato em branco e preto, com Tom Jobim, e Funeral de um lavrador, poema de Jo�o Cabral de Melo Neto
Algumas Palavras do Autor Chico Buarque Sobre Sua Mais Bela Obra
Chico Buarque: Devo este disco novo a Jo�o Cabral e Morte e vida Severina, pra come�o de conversa. Devo aos rapazes do MPB-4, t�o companheiros de "Roda viva". E � Christina, minha irm� ca�ula, que est� grande. Devo muito ao Tom, que me emprestou est�mulo, amizade e parceria. E puxa!, como devo ao Toquinho que contracanta o "Desencontro" comigo desde os idos da Galeria. Por fim, devo � dedicac�o do Maestro Dudu Gaya, de Itararé-SP. O maestro foi me entendendo, foi me acompanhando, foi me acrescentando, enquanto a sua Stelinha preparava o nhoque.
Francisco Buarque de Holanda, descoberto, burilado e produzido pelo Maestro Gaya de Itararé-SP. Gaya também produziu Taiguara, Nelson Gonçalves e outros, tendo sido várias vezes premiado nos famosos Festivais da Record (Melhor Arranjo) com clássicos da MPB como Ponteio, Disparada, a Banda, etc.
É considerado junto com Pixinguinha e Radamés um dos maiores maestros e arranjadores do Brasil.
As mulheres belas que me perdoem, mas Inteligência é fundamental. É necessário Que haja qualidade no amor e na flor Não só a estética vazia, a beleza lambida e mais nada.
Quero a mulher para antes, depois e durante Não a elegantérrima vestida para consumo de néscios Ou para a inutilidade do efêmero ou rococó Mulher porta-jóias que abre a boca e só sai confete de [frivolidades.
É preciso que a mulher reflita por si mesma Saiba de receitas e açúcares – De revoluções e ogivas De lírios selvagens e livros – E de contentezas líricas Porque mulher inteligente tem alto astral e mulher infeliz tem focos mal resolvidos de baixa estima e depressão com neuras.
Eu desejo a mulher-pássaro pelo vôo altivo dela Não pela cor do rouge de ki-suco com a alma vazia Quero a mulher que seja ponte, asa e saiba De Brecht a Bethoven, de Silvia Plath às Minas do Rei Salomão.
Mulher sofisticada e boba com rímel? Deus-me-livre! Mulher que só tem nádegas e não tem cérebro? Não: quero mulher de paz e amor, de idéias e de curativos [siderais Que tenha a temperatura sagracial de trilhas humanas, muito além das lágrimas de liquidificadores.
As mais belas flores são colhidas primeiro Se a mulher for bonita no conjunto do kit básico alem do sangue [cênico Terá volume de coxas mas não pode ser vazia de sonhos [impossíveis Valerá mais pela pensão alimentícia do que pelo pacto secreto de amor e de morte.
Que Vinicius me perdoa a pegajenta confissão Mas a inteligência no conjunto é essencial Quero a mulher turbinada na cotação guerrilha Não a de axilas raspadas mas com pele gessy.
Quero a mulher perfumada na sua essência natural Que a faz mulher-bandeira, Rita Lee, Heloisa Helena Não a boneca cobiçada que um brucutu faz andaime Mas a que tenha passaporte de vivências e grau de lucidez para o que der e vier.
Quero a mulher Joana D´Arc, Leila Diniz, Hilda Hist, Clarice [Lispector Não a bonitinha mas ordinária Se tiver ternura, encanto, inteligência e cultura então Será a receita certa de musa inspiradora e dona do meu [coração.
Beleza não põe a mesa Inteligência você funda um casal E cria cósmica descendência.
Mulher inteligente é a minha, naturalmente Se não fosse minha Não seria inteligente.
Até porque, certamente Quem conquista a sedução da gente É para sempre...
Elvira Pagã, de Itararé-SP, da dupla "Irmãs Pagãs", Década de 20, Rio de Janeiro, Amigas de Noel Rosa - Primeiras Estrelas Femininas de Itararé em destaque
Elvira Pagã (Elvira Cozzolino), cantora, atriz, vedete e compositora, nasceu em Itararé/SP, sudoeste do Estado de São Paulo em 06/09/1920 e faleceu no Rio de Janeiro/RJ em 8/5/2003. Sua família mudou para o Rio de Janeiro quando ela ainda era criança. Estudou com a irmã, Rosina Pagã, no colégio Imaculada Conceição em Botafogo.
As Irmãs Pagãs
Realizava com sua irmã inúmeras festas das quais participavam inúmeros artistas entre os quais os integrantes do Bando da Lua. Em 1935 cantaram com os Anjos do Inferno na inauguração do Cine Ipanema, sendo apresentadas por Heitor Beltrão como as Irmãs Pagãs.
Atuaram na Rádio Mayrink Veiga. Ao todo Elvira gravou 13 discos com a irmã. Em 1935, atuaram no filme Alô, alô, carnaval, de Wallace Downey, João de Barro e Alberto Ribeiro. Em 1936, no filme Cidade mulher, de Humberto Porto, onde apresentaram a música título (de Noel Rosa), cantando com Orlando Silva. Ainda com a irmã, excursionou por quatro meses pela Argentina, Peru e Chile. Em 1940, casou-se e encerrou a dupla com a irmã.
A cantora e compositora
Em 1944, gravou seu primeiro disco solo, pela Continental, com acompanhamento do Conjunto Tocantins, interpretando os sambas Arrastando o pé, de Peterpan e Afonso Teixeira e Samburá, de Valfrido Silva e Gadé. No ano seguinte, gravou um disco com quatro músicas, fato raro na época, com as marchas E o mundo se distrai e Meu amor és tu, de Amado Régis, Gadé e Almanir Grego e Cabelo azul e Briga de peru, de Roberto Martins e Herivelto Martins. No mesmo ano, gravou os sambas Na feira do cais dourado, de Nelson Teixeira e Nelson Trigueiro e Um ranchinho na lua, de Babi de Oliveira com acompanhamento de Claudionor Cruz e seu regional.
Em 1949, transferiu-se para o selo Star e estreou com a Marcha do ré e o samba Sangue e areia, da dupla Sebastião Gomes e Nelson Teixeira com acompanhamento de Sílvio César e sua orquestra. Em 1950, gravou o samba jongo Batuca daqui, batuca de lá, primeira composição de sua autoria, parceria com Antônio Valentim. No mesmo ano, gravou os baiões Vamos pescar, de sua parceria com Antônio Valentim e Sururu de capote, de Ramiro Guará e José Cunha com acompanhamento do Quarteto Copacabana com Abel Ferreira no clarinete.
Em 1951, gravou mais duas composições de sua autoria, o baião Saudade que vive em mim, parceria com Antônio Valentim e o samba Cassetete, não! com acompanhamento do Conjunto Star. No mesmo ano, gravou no selo Carnaval a marcha A rainha da mata, de sua parceria com Antônio Valentim e a batucada Pau rolou, de Sátiro de Melo e Manoel Moreira.
Em 1953, foi para a gravadora Todamérica e lançou os sambas Reticências, de sua autoria e Sou feliz, parceria com M. Zamorano. Gravou ainda pelo selo Marajoara o samba Vela acesa, de sua autoria, Antônio Valentim e Orlando Gazzaneo e a marcha Viva los toros, parceria com Orlando Gazzaneo. Seu último disco foi pelo pequeno selo Ritmos onde registrou a marcha Marreta o bombo e o samba Condenada, de sua autoria.
O mito sexual
Seguiu carreira como vedete em teatros de revista na década de 50, tornand0-se um dos mitos sexuais do Rio de Janeiro. Foi das primeiras brasileiras a explorar o impacto do nudismo, nos anos 50 e 60, disputando com Luz del Fuego o espaço nos noticiários da época.
Com seu corpo perfeito para os padrões da época, Elvira Pagã mexeu com a cidade, promoveu Copacabana internacionalmente e foi a primeira Rainha do Carnaval Carioca. Elvira Olivieri Cozzolino expunha o corpo e idéias bastante avançadas para os anos 50 e veio a ser a primeira mulher a usar biquíni no Brasil.
Era uma figura muito divertida, como se pode ver ainda hoje nas chanchadas de que ela participou, algumas bem conhecidas como Carnaval no fogo, e, principalmente, ousadíssima pra época. Um dia, na praia de Copacabana, ela rasgou o maiô (pelo que consta, feito de um tecido de penugem dourada) e o adaptou ao modelo de duas peças, que só se usava no teatro rebolado, chegando a ficar conhecida fora do Brasil por causa disso.
Excursionando por todo o Brasil e conhecida no exterior como The Original Bikini Girl e The Brazilian Buzz Bomb, Elvira não desistia de afrontar a moral, provocando verdadeiras enchentes nos cabarés e teatros de rebolado. Depois de operar os seios, posou nua e distribuiu a fotografia como cartão de Natal, reafirmando-se como sinônimo de escândalo, atentado ao pudor, imoralidade.
Por seus atributos físicos e audácia provocou incontáveis e devastadoras paixões, confessando numa de suas últimas entrevistas: “Foi uma orgia só”. O perigoso bandido Carne Seca forrou a sua cela com fotos dela, e numa em que a vedete encosta-se numa pele de onça, lia-se a dedicatória: “Para Carne Seca, um consolo de Elvira Pagã”. Desesperado, o marginal tentou fugir da prisão inúmeras vezes.
- Itararé, Chão de Estrelas, Cidade Poema, A História do Brasil Passa Por Aqui -
Solda Cáustico. Esse é o nome do melhor blog de humor do Brasil. É editado por Luiz Antônio Solda. Curitibano, nascido em Itararé, São Paulo, Solda é um artista de muitas habilidades: publicitário, ilustrador, designer gráfico, contista, poeta e, como ninguém é perfeito, cartunista. Fez dupla com Paulo Leminski em agências de propaganda e em mesas de bares. Presença habitual em Teresina no período do Salão de Humor do Piauí / Brasil, tornou-se um grande divulgador do evento no Brasil e fora dele. Por isso mesmo, podemos dizer que Solda já é um cidadão teresinense. (Albert Piauí.) http://cartunistasolda.blogspot.com.
Artista Plástico de Itararé-SP - Foi destaque na Revista Veja-SP - Breve Currículo - www.edprimo.com
1994-1999 Com o artista plástico e escultor Yutaka Toyota
2000-2001 Com o artista plástico Pernambucano Paulu’s (Paulo Eduardo da Silva)
PÔSTER
1999 - Para a peça de teatro “Jesus Homem” de Plínio Marcos- Direção Jefferson Primo
Rio Claro-SP
MURAL
2000- Inauguração do Teatro Plínio Marcos-SP
INDIVIDUAIS
1992- Bar Pourquoi Pás-SP
1995- Restaurante Olívia-SP
2000- Galeria Lula Cardoso Ayres- Recife-PE
Casa de Cultura- Recife-PE
Shopping Guararapes- Jaboatão dos Guararapes-PE
Memorial de Justiça de Pernambuco- Recife-PE
COLETIVAS
1993- Brasil: “Pequenos formatos, Poucas palavras” Documenta Galeria de Arte-SP
1995- 3º Prêmio Talentos Michelângelo- Centro Cultural São Paulo-SP
2001- Justiça Federal de Pernambuco- Recife-PE
ECOLOGIA
2002 - 2005 - Camisetas ecológicas pintadas à mão sobre algodão orgânico
INTERNACIONAL
Trabalhos na Europa, Usa, Canadá e Asia - - Filho de Itararé, Artista é!
Itararé, Bonita Pela Própria Natureza - Cidade Poema, Chão de Estrelas de Mil Recantos Amados
Pintor Ed Primo de Itararé-SP na VEJA
Crítica Especializada Sobre Ed Primo
"Cores, vibrações, sentido. Ver o que não está e o que pode estar. Tudo pode ser na pintura de Ed Primo. Expressão de um pequeno espaço, na imensidão do olhar. Assim se insere dentro das miniaturas onde mundos expressos sobre cores e movimentos estão dentro dos seus minúsculos receptáculos de vida."
Yutaka Toyota - Escultor e Artista plástico - São Paulo, 25 de Agosto de 1997
"Surreal e neo-expressionista beirando o fantástico. Ed Primo conquista um lugar na arte verde-amarela. Auto didata, construiu o seu caminho com paciência, vendo e sentindo, inspirando-se em mestres. Agora, com Toyota, adquire nova dimensão, colorindo melhor e colocando suas figurações num misticismo inquieto. Tomara que adquira mais vivências (e experiências) em sua arte sempre instigante e as vezes mágica."
Luís Ernesto Kawall - APCA-UBE/SP - São Paulo, 27 de Agosto de 1997
"Poética das cores, na dança dos movimentos que em pinceladas tão vigorosas como a força expressiva, fazem pulsar mais forte as ondas de emoção de quem admira e frui a obra deste artista impar, seja pelo virtuosismo de suas preciosas pinceladas que dançam no espaço, seja pelo mergulho em nós mesmos que Ed Primo nos arremessa, rumo, ao infinito onde tudo é Arte Pura..."
Regina Catellani - Escola Recriart - São Paulo, 28 de Agosto de 1997
Após 12 anos de emancipação politica (1905), deu-se em Itararé a primeira tentativa de fundação de um jornal local, de nome "Correio de Itararé", direção e duração sem registro. De vida efêmera é certo, como é certo que foi a primeira voz da imprensa itarareense. A esse seguiu-se o jornal "Fronteira", trabalho de jovens em cuja frente estava Walfrido Rolim de Moura, de apenas 18 anos. Durou de 1908 à 1910, em razão de várias dificuldades, como acontece com os pioneiros. Mas a idéia de um jornal permaneceu acesa e em 1910 o mesmo grupo criou "O Itararé" sob a direção do mesmo Walfrido Rolim de Moura e de José Lobo Ribeiro, sendo seu redator chefe o jornalista Aldo Silva. Mais tarde, o Jornal passou às mãos de Eugênio Dias Tatit, então Prefeito de Itararé, tendo como Diretor, Ambrósio Dias Tatit - API - 1122. Por muitas décadas "O Itararé" foi o porta-voz da comunidade itarareense. No ano de 1923 foi adquirido por Pedro Dias Tatit, um jovem de mais ou menos 25 anos e que conduziu o jornal até o desaparecimento deste, com a edição nº 2446, em 17/02/63.
Numa homenagem ao "O Itararé", o Elos Clube publica o texto que se segue, de seu 1º número, datado de 25-09-1910, numa transcrição fiel da notícia.
Texto publicado no Boletim Informativo do Elos Clube de Itararé
O ITARARÉ
Orgam imparcial e noticioso
Propriedade de LOBO e MOURA
Publica-se aos Domingos
ANNO I
Itararé,25 de setembro de 1910
ASSIGNATURAS para a cidade
ANNO...8$000 Semestre....5$000
Publicações - Por linha $200 rs
O ITARARÉ
Vem a luz hoje, nesta cidade, pela primeia vez, O Itararé orgam hebdomadario, que se propõe a defender os itarareenses deste município.
Nada tem o presente orgam de commum com a extinta A FRONTEIRA, que teve, como acontece com quasi todos os periodicos do interior, a duração das rosas da chapa consagrada. O Itararé, porém, se apresenta ao público sob melhores auspícios, almejando vida longa, e para isso invoca a proteção do público para poder no caracter de jornal imparcial, trabalhar em prol do progresso desta cidade, destinada a ser "o espelho de S.Paulo", segundo as elevadas intenções do Governo deste Estado.
Não há dúvida que a verdadeira imprensa, na inteira accepção do Termo, tal como a sonhou Guttemberg, sem os excessos que sempre são deploráveis, mormente no terreno partidário, presta reais serviços à sociedade.
Animado com esse intuito O Itararé inicia hoje a sua publicidade, procurando interpretar os sentimentos nobres deste povo essencialmente ordeiro e progressista. Estas linhas constituem o programa do presente hebdomadario.
HOMENAGEM
1º de janeiro de 1949 - Nesta data começou a circular um novo jornal. Itararé crescia, estava em franco progresso na época áurea da madeira. Havia necessidade de expressar a opinião de grupos cujos ideais eram diferentes dos que, até então, se professavam. Para emitir novos conceitos houve necessidade de um novo veículo de informação e para isso foi fundada nova empresa, a Impressora Bandeirante S/A, que possibilitou a edição do jornal "Tribuna de Itararé", bem conceituado como o seu anterior, sendo logo aceito e respeitado pelos itarareenses. Entre os 33 fundadores estavam Hermínio Lages, ex-gerente do jornal "O ITARARÉ", e seu jovem sobrinho João Contieri, funcionário do mesmo. Os primeiros Diretores da "TRIBUNA DE ITARARÉ" foram Adriano Queiroz Pimentel ( diretor responsável), e Roberto Roberto Teodorico Côrtes (diretor- gerente e redator do jornal). Hermínio dos Santos Lages era gerente da gráfica, e João Contieri, seu auxiliar. Em 1954, ambos adquiriram uma pequena gráfica a que deram o nome de Tipografia Guarani. Devido à inúmeras dificuldades a Impressora Bandeirante foi extinta, ficando Hermínio e João Contieri responsáveis pela edição da Tribuna de Itararé. Em 1964, dez anos depois, dissolveu-se a sociedade entre os sócios remanescentes, tendo João Contieri ficado com o jornal, passando a Tribuna a ser editada na Tipografia Itararé, de sua propriedade. Por mais de 30 anos a "Tribuna de Itararé" foi composta a mão, com tipos móveis. Na era da Informática foi adquirido equipamento moderno, impressora laser e a impressão do jornal passou a ser em cores. Atualmente, a "Tribuna de Itararé" tem como dirigentes Sandra Siqueira Contieri e Oswaldo Wolf.
João Contieri é um grande nome do jornalismo, em Itararé. Começou a prendizagem da arte tipográfica, ainda menino, no Jornal "O Itararé", levado pelo tio Hermínio Lages. Ali fez de tudo um pouco, até familiarizar-se com os segredos da arte e tornar-se um admirável jornalista. João Contieri foi um homem de larga visão, honesto, ponderado e imparcial.
Expediente Jornal Semanário de publicação dominical
A direção do Jornal não se responsabiliza pelos conceitos emitidos em artigos assinados. Redação e Oficinas:- Rua !5 de Novembro, 100 Itararé
*
TRIBUNA DE ITARARÉ
Um Jornal a serviço do povo
Com este número iniciamos efetivamente, a publicação do hebdomadário Tribuna de Itararé, órgão destinado a transmitir e dar publicidade aos assuntos que interessam o povo. Por motivos independentes de nossa vontade, e sendo o principal, a falta de oficinas próprias para sua confecção, não nos foi possível a tiragem de Tribuna de Itararé, destinada desde 1º de janeiro do ano findo, como era nossa intenção. Mas agora, graças aos esforços e boa vontade de um pugilo de amigos e dedicados companheiros, temos a mais grata ventura de ver instalada em nossa cidade, uma oficina gráfica, a Impressora Bandeirante S/A- de cujo acervo faz parte o nosso jornal, que será o jornal do povo e para o povo, no bom sentido democrático.
Já o dissemos alhures e agora tornamos a repetir, que o papel da imprensa como divulgadora de notícias e comentários construtivos e orientadores da opinião pública no tocante aos assuntos de interesse coletivo, é de grande importância. O povo tem no jornal, bem orientado, uma fonte de esclarecimentos.
A assim, pois, nos propusemos lançar definitivamente um jornal que fosse realmente refletir esse estado de alma da população e que fosse um instrumento de realizações em benefício do bem coletivo. Nào visamos outro objetivo senão aquele de trabalhar pelo bem e pelo progresso de nossa querida terra Itararé.
HOMENAGEM Ao Homem inteligente e dedicado à imprensa, que foi responsável pela composição de 3 jornais: - "O ITARARÉ", "TRIBUNA DE ITARARÉ" e "O GUARANI" - Hermínio dos Santos Lages
Hermínio Lages iniciou a aprendizagem da arte tipográfica ainda muito jovem. Aos 16 anos ingressou nas oficinas do Jornal "O ITARARË", ali exercendo diversos cargos e funções, até chegar a gerente. No ano de 1949 associou-se a um grupo de acionistas para fundar a "TRIBUNA DE ITARARË". Anos após, num acordo com o único sócio remanescente, a sociedade foi dissolvida cabendo a Hermínio a Tipografia Guarani e, o jornal "Tribuna de Itararé" ao seu jovem sobrinho, João Contieri, então gerente do mesmo.
O Primeiro diretor de "O GUARANI" foi o Prof. Lucas Ferreira e, mais tarde, o jornal passou a ser dirigido pelo Prof. Lauri Ferreira Pinto. Atualmente, "O GUARANI", com moderno e completo equipamento, está sob a direção de Antonio Vinicius Lages, filho de seu fundador, Hermínio Lages.
O GUARANI SEMANÁRIO INDEPENDENTE E DEFENSOR DOS INTERESSES DO POVO
Primeiro Diretor: Lucas Ferreira Primeiro Gerente: Nilson Lages
1997 - As Batalhas de Itararé, de José Maria Silva, que foi entrevistado pelo Jô Soares, Rede Globo, Programa do Jô. Sátiras e "causos" narrados com propriedade e muita graça.
1983- Coisas da Vila & Outras Histórias - Zunir Pereira de Andrade - O autor apresenta divertidas narrações, com muita arte.
1978- A Lenda do Rio Profundo, de Leônidas Yank. O autor fala sobre o Rio Itararé e a lenda que o envolve.
1998 - Rebuscando - Poesias de Floriza Ferreira Dias
Trilhas e Iluminuras - Silas Corrêa Leite. O poeta apresenta uma selecionada coleção de versos, sendo alguns premiados, constando em Antologias do Brasil e do exterior. Silas C.Leite possui na Internet dois livros virtuais:" O Rinoceronte de Clarice" - www.hotbook.com.br/int01scl. e "Ele Está no Meio de Nós" -www.hotbook.com.br/rom.01scl.
Sonho de Um Poeta - autor- Vandico Carlos Machado, conhecido como "Patativa de Itararé". Declamava seus versos onde lhe pedissem, nas ruas e nas feiras livres da cidade.Poeta muito querido, é lembrado pela sua religiosidade e amor a Itararé.
Cavaleiros do Céu - Paulo Rolim - Ficção
Eduardo Menk - Poesias
As Quatro Estações Poesias para Violeta Poesias para Apreciar
1998- Licor de Cereja- Autor Maurilo Casemiro Filho - Poemas e Emoções
Biografia do Jornalista João Contieri organizada por Terezinha de Jesus M.Martins
Itararé Navegando na Poesia, apresenta o trabalho literário de noventa autores, referindo-se à Itararé. São crônicas, contos, poesias, músicas, reminiscências e homenagens compiladas pela CE. Terezinha de Jesus Mello Martins, Vice- Governadora do Elos. O livro traz raridades musicais e poéticas de autores famosos como Chiquinha Gonzaga, Paschoal Melillo e Elisa Barreto.
Café Poético no CPP-Centro do Professorado Paulista de Itararé-SP. Na foto, as Elistas, Escritora, Poeta e Professora Terezinha Iluminada de Mello, e a Professora e Jornalista Lázara Apareecida Fogaça Bandoni, em evento LíteroCultural do Elos Clube de Itararé, com Posteres-Poemas
1996 - 3ª Vitrine de Poesias - ELOS & ESTUDANTES - Exposição resultante do Concurso estudantil "EU TAMBËM SOU POETA". Na foto, a Pres. Lázara A. F. Bandoni entrega medalha e certificado à estudante Rosilda Aparecida da Silva que conquistou o 1º lugar com a poesia "SOLIDÃO", tendo à esquerda a Vice- Presidente Terezinha de Jesus M. Martins. Na parede, cartazes com poesias de estudantes.
1997 - Casa da Cultura - Concurso "CANTEMOS NOSSA TERRA" - Exposição de poesias ilustradas. O Maestro Biglia regendo o "Coral Santa Cecília".
1996- Café Poético no CPP. CE. José Roberto Ferraz, CE. Jorge Chueri, CE.Joào Contieri e CE. Vandico Carlos Machado
1998- Lançamento da Antologia Poética de Itararé - CE.Thereza Wiederim; a Presidente do Elos, Jussara Valenga Krzyzanowski; Lázara Aparecida F. Bandoni e a poetisa Dorothy J. Moretti, declamando.
2001- O Vice Presidente Internacional para a América do Sul, Sidney Cardoso da França, em visita a Itararé. Da esquerda para a direita: Governadora do DE.23 - CE. Lázara A.F.Bandoni; Presidente do Elos Clube- CE.Yoli F. Camargo; Nilza Henriques Alves, do Elos de Santos; o Vice-Presidente CE. Sidney C. da França, sua esposa Selma Cristina da França e membros do Elos jovem
Ano 2000 - Posse da Presidente Yoli Ferreira Camargo. Da esquerda para a direita:CE. Maria Orminda Martins,CE.Adolfo Bandoni, CE.Nilton Müzzel, Silvana Medeiros, Prof. Dimas Novais, CE.Yoli F. Camargo,CE. Lázara A.F.Bandoni e CE.Terezinha de Jesus M.Martins.
Itararé é um rico celeiro de artistas que brilham em todas as áreas. Aqui proliferam pintores, escultores,músicos e cantores. No passado, dois grandes nomes destacaram-se na música: Lindolpho Gaya, o famoso Maestro Gaya, e Paschoal Melillo, filho do famoso Maestro Melillo. Atualmente, temos o Maestro Dr.Gerson Gorski Damaceno, célebre por seus concertos de piano e "Música de Sinos". Hoje, aperfeiçoa-se na Austrália e ministra aulas em famosas escolas.
Via Sacra Itarareense- óleo sobre tela, de Jorge Chueri. Jesus Morre Na Cruz, no morro do Cruzeiro, em Itararé.
- Via Sacra Itarareense. Jesus Ressuscitado - óleo sobre tela, de Jorge Chueri. - Jesus ressuscita no cemitério, diante do monumento aos fundadores de Itararé.
Sinfonia Campestre - óleo sobre tela, de Jorge Chueri
Obras do Artista Plástico Jorge Chuéri, Prêmio Banco Real de Talentos - Premiado na Europa, Ásia, América do Sul - Orgulho e Honra de Itararé, Nosso Patrimômio Artístico-Cultural
Em Itararé, Chão de Estrelas, na escultura temos Albertino Santana, o famoso "Choco", muito versátil, executando magníficos trabalhos em madeira, espuma, pedra, massa, argila e gesso; seus trabalhos já participaram de várias exposições. Seus irmãos, Gilberto e Luiz Carlos também realizam admiráveis trabalhos com metais,laminados, inox e serragem. Dignas de admiração são as esculturas de animais em tamanho natural feitas com sucata (ferraduras e outras peças, permitindo que o animal fique oco).Esses trabalhos atualmente estão expostos em Cerquilho-SP, concorrendo em concurso do Mapa Cultural do Estado de São Paulo.
Peixe - Escultura em inox - autores: Gilberto, mais conhecido como "Pingüim", e seu irmão Luiz Carlos Santana.
À direita - Escultura de um pingüim, em tamanho natural, feita com plásticos descartáveis - autores: Gilberto e Luiz Carlos Santana
Cavalo (em tamanho natural) - Escultura de Gilberto e Luiz Carlos, feita com sucata
À direita, Avestruz em tamanho natural - Escultura de Gilberto e Luiz Carlos Santana feita com sucata
Cavalo em tamanho natural - Escultura de Gilberto e Luiz Carlos Santana feita com sucata
À direita - touro em tamanho natural - Escultura de Gilberto e Luiz Carlos Santana feita com sucata.
As fotos desta página foram cedidas pelos artistas - Site do Elos Clube de Itararé, Comunidade Lusíada Internacional, Gestão Governadora Lázara Aparecida Fogaça Bandoni, Itararé-SP
1 - Do Zero ao Infinito -Livro Prof. Dr. Luiz Barco - Acadêmico da USP-Universidade de São Paulo - de Itararé-SP
-Introduz a série, como um espécie de guia. Aponta a possibilidade de lançar novos olhares sobre velhas coisas
(Arte & Matemática) e abrange os temas matemáticos que serão enfocados.
2 - Arte e Números Traça uma linha cronológica do homem primitivo (da idade média ao renascimento), na Arte e na Matemática. De um lado, aborda a substituição das representações simbólicas ligadas ao ritualismo mágico e do outro as técnicas ligadas ao ritualismo mágico e de outro as técnicas de cálculo mundialmente conhecidas.
3 - O Artista e o Matemático Fala da recente separação entre o artista e o matemático, tomando como exemplo Leonardo Da Vinci. Comenta os casamentos mais diretos dessas duas áreas através de dois exemplos bastante distintos: a arquitetura e a arte concreta.
Prof. Dr. Luiz Barco (de Itararé-SP) dá aula de boas-vindas a pais e calouros da área da saúde da PUC-Campinas-SP, PUCAMP
[27/2/2007] “A tecnologia tornou-nos seres altamente patológicos, mas, o que realmente necessitamos, é de respeito, de amor e de cidadania”, disse o professor e matemático da Escola de Comunicação e Artes da USP, Luiz Barco, durante a aula de boas-vindas aos pais e calouros das turmas de Medicina, Enfermagem, Fonoaudiologia e Farmácia da Faculdade de Ciências Médicas (FCM). A aula aconteceu segunda-feira (26) à tarde, no auditório da unidade. Barco lembrou ainda que a Medicina não nasceu como ciência, mas como a arte de curar, assim como a enfermagem nasceu como a arte de cuidar. Convidado pela terceira vez para dar a aula inaugural, Barco disse que Deus “não criou o homem para ser médico, matemático, físico, advogado ou farmacêutico, mas sim para ser feliz, e esse é o grande segredo da vida”, contou para o público, lembrando a todos que para ser um bom profissional é preciso gostar daquilo que faz.
Para Barco, o que faz da Unicamp e da FCM uma faculdade especial, além de sua qualidade no ensino e pesquisa, é o diálogo, e essa é a proposta da coordenadora de graduação em medicina, Angélica Maria Bicudo Zeferino, aos pais dos alunos. “Se vocês perceberem alguma mudança de humor em seus filhos durante o curso, venham falar conosco, pois as aulas podem ser pesadas demais, uma vez que estamos construindo profissionais comprometidos com a ética e a cidadania”, alertou a coordenadora. Por isso, Barco comparou a vida como uma grande pedra, na qual a entrada na Unicamp representa a primeira cinzelada. “Não se esqueçam de pôr alegria em cada lapidação”, orientou o matemático.
O diretor-associado da FCM, Gil Guerra Júnior, lembrou-se da época em que estava assistindo sua primeira aula e do orgulho que sentiu. Ele parabenizou a entrada dos calouros dizendo que eles podiam se considerar vitoriosos e a “elite intelectual do país por passar num dos vestibulares mais concorridos do Brasil”. Guerra Júnior lembrou-os também do compromisso da FCM com a sociedade. “Esperamos que vocês tenham responsabilidade com o saber que irão adquirir, com os amigos que farão, consigo mesmos e com o patrimônio público”, disse aos novatos que receberam um panfleto do projeto “Ações de Cidadania na FCM” com dicas sobre o cuidado com móveis, salas de aula, banheiros e coleta seletiva de lixo. O projeto “Ações de Cidadania da FCM” faz parte da programação da calourada 2007.
Calourada – A programação da Calourada segue com a apresentação individual dos cursos pelos coordenadores, recepção da Atlética, almoço no bandejão como os veteranos e treinamento para a Feira da Saúde, que acontecerá sexta-feira (2), das 8 às 18 horas, no Largo do Rosário, em Campinas. Durante a feira, a população poderá fazer gratuitamente exames de audiometria, glicemia, colesterol, teste de acuidade visual e esclarecer dúvidas sobre doenças e formas de tratamento. Participaram também da mesa de abertura da aula inaugural o coordenador de graduação de enfermagem, José Luis Tatagiba Lamas; a coordenadora de graduação em fonoaudiologia, Maria Francisca Collela dos Santos e a coordenadora associada de graduação em farmácia, Nelci Fenalti Höehr. Após o encerramento da palestra, os alunos plantaram um pé de ameixa e outro de pêssego ao lado do prédio da Legolândia para simbolizar a entrada dos novos alunos da FCM. Edimilson Montalti Fotos: Mário Moreira da Silva
LITERATURA NA WEB - Revista Época É grande a variedade de livros na internet, e a leitura agora depende apenas de um download
O Corpo Humano É Engraçado, Daniel Walker O livro ensina biologia de forma bastante peculiar. O autor cearense utiliza trocadilhos, piadas e comparações para fazer a ciência soar um pouco mais acessível www.ebooksbrasil.com.br
Como Ser Aprovado em Provas, Exames e Concursos de Qualquer Natureza, Mathias Gonzalez Uma espécie de manual para iniciantes. São dicas que podem ajudar a enfrentar a concorrência do mercado de trabalho www.ieditora.com.br Ianoblefe, Janer Cristaldo O jornalista e romancista utiliza a web como recurso para evitar a censura. Acredite se quiser: o e-book denuncia que o massacre dos ianomâmis foi o maior blefe registrado na imprensa mundial www.ebooksbrasil.com.br
Os Versos de James, Ed Kerouack Publicada no ano 2000, a novela é a única do paulista Ednei dos Santos. O traficante James é preso, internado num hospício e usa a poesia para se comunicar www.ieditora.com.br
O Rinoceronte de Clarice, Silas Correa Leite (Itararé-SP) Um e-book interativo. São 11 contos com três opções de final para cada um. O leitor pode escolher como a história acaba, de acordo com o humor do momento www.itarare.com.br
Maestro Gaya de Itararé, um dos Melhores Músicos Premiados do Brasil
LINDOLPHO GOMES GAYA nasceu no dia 06 de maio de 1921, em Itararé,uma pequena cidade do sul do estado de São Paulo. Com nove anos de idade começou seus estudos de piano dando início a uma das mais brilhantes carreiras da nossa história musical. Na década de quarenta, trabalhando na Rádio Tupi de São Paulo, conheceu a cantora paranaense STELLINHA EGG com quem se casou em 1945, formando sua mais bela e eternaparceria. Juntos percorreram o Brasil pesquisando e recolhendo elementos das nossas raízes musicais e do nosso folclore, sendo pioneiros na divulgação da nossa cultura musicalpor doze países da Europa na década de cinqüenta. Por saberem que a paixão pela música une as pessoas, em 1974 e 1975, se apresentaram por todo o Brasil, principalmente nos auditórios das universidades, com shows gratuitos contando a evolução da música popular brasileira do Afro à Bossa Nova. Movimento do qual o MAESTRO GAYA foi importante partícipe, tornando-se um dos maiores arranjadores da então recém-chamada MPB, e que, infelizmente, teve seu trabalhointerrompido em 1985quando sofreu um derrame,vindo a falecer no dia 17 de setembro de 1987 em Curitiba. Sua incansável companheira procurou fazer da sua dor, estímulopara se dedicar a organização do vasto acervoacumulado ao longo dos 42 anos do mais autêntico casamento : pessoal e profissional. Mas em 16 de junho de 1991 , seu último sonho para coroar suas realizações, nos foi delegado com o seu falecimento, abrir o “Memorial Maestro Gaya” para os jovens músico. MAESTRO GAYA NO CINEMA-Filmes nacionais e os dois internacionais em que as participações do Maestro Gaya vão desde a simples aparição tocando ou regendo, à organização de trilhas, à composição de temas, atéa direção musical : “Aviso aos Navegantes” de 1950, dirigido por Watson Macedo e estrelado por Oascarito, Grande Otelo, Anselmo Duarte e outros ; “Aí Vem o Barão” de 1951, dirigido por Watson Macedo e estrelado por Oscarito, José Lewgoy, Ivon Curi e outros ; “Tudo Azul” de 1952, dirigido por Moacyr Fenelon e estrelado por Marlene, Luiz Delfino, Laura Suarez e outros; “Com o Diabo no Corpo” de 1952, dirigido por Mário Del Rio e estrelado por Aracy Costa, Murilo Nery, Ângela Maria e outros ; “Rua Sem Sol” de 1954, dirigido por Alex Viany e estrelado por Glauce Rocha, Dóris Monteiro, Gilberto Martinho e outros; “Folclore de Cinco Países” de 1955, filmado em Moscou sob adireção de Alexandrov, com a participação do Maestro Gaya tocando chorinhosde sua autoria e arranjos de uma seleção de músicas brasileiras ; “Bela Aventura”de 1955, filmado em Epinai Sur Seine, Paris, numa produção de Robert Mariauxe direçãomusical do Maestro Gaya ; “Esse Mundo é Meu” de 1964, dirigido e estrelado por Sérgio Ricardo, Antonio Pitanga, Agildo Ribeiro, Ziraldo e outros ; “Dois na Lona” de 1968, dirigido por Carlos Alberto de Souza Barros e estrelado por Renato Aragão, Ted Boy Marino, Suely Franco e outros e “Quatro Contra o Mundo” de 1974, segmento “O Menino da Calça Branca” dirigido por Sérgio Ricardo, com arranjos musicais do Maestro Gaya e estrelado por Laura Figueiredo, Pedro Petersen, Ziraldo e outros – Resumo de Texto Escrito por Benedito Mariano Gaia, Sobrinho do Maestro de Itararé, que mora no Rio de Janeiro, e pensa em criar o Memorial Maestro Gaya em Itararé-SP
Gerson Damasceno Gorsky, Doutor em Música, Maestro, Regente, Compositor, Doutor em Música nos Estados Unidois (o único na América do Sul), e sua Esposa também Artista, Música e Cantora Ana Gorsky, na Primeira Jornada das Estrelas, Janeiro 2007, em Itararé, no Teatro Sylvio Machado, Calçadão, Itararé, Cidade Poema, Chão de Estrelas
Poeta e Ficcionista Premiado, de Itararé, São Paulo, Silas Correa Leite, no Programa Momento Cultural, Jornal da Noite, TV Bandeirantes, estúdio do Rio de Janeiro, após conceder entrevista à Márcia Peltier, sobre o seu e-book de sucesso, O RINOCERONTE DE CLARICE, agora free no site www.itarare.com.br
Quem nasce no sul é gaúcho, quem nasce em santa catarina é barriga-verde, quem nasce no paraná é pé-vermelho, quem nasce no rio de janeiro é carioca, mas quem nasce em Itararé é "Andorinha". Aqui, uma foto de Itararé vista do alto, talvez por uma andorinha sem breque
Alguns Poemas de Silas Correa Leite, de Itararé-SP
C O I S A S
As coisas existem antes de nós Apenas as continuamos Ou não O poeta mesmo com sua irrazão É elo de continuação
As coisas sobrevivem depois de nós - Além da razão - As poesias mesmo São eternas como centeio, trigo, aveia Grãos
As coisas existem dentro de nós Antes mesmo da concepção Poemas nada mais são Que íntimos aleijados Querendo ser purificados Nos escombros da perpetuação
M U L H E R
Você não sabe o que é Dormir no escuro O rastejar do verme No monturo E a mulher grávida mentindo Dizendo : - Eu juro !
Você não sabe o que é Dormir no claro O respirar do objeto No íntimo faro E a mulher tossindo verde Dizendo : - É ácaro !
Você não sabe o que é Dormir sentindo O controlar do medo De morrer dormindo E a Mulher - Noite sorrindo Dizendo : - Benvindo !
O A M O R
O amor é um parafuso Que precisa preencher espaço Ir além do buraco E nele pregar a peça
O amor é um parafuso Enferrujado, em desuso E por mais que o meio meça Falta sempre um cavaco
O amor é um parafuso Pregado segura a arte Ele vê de qualquer parte O dogma, o sândalo; o obtuso
O amor é um parafuso Cuja a fenda é o apertar-se Por isso ao amar - ao dar-se Esqueça o cobrar. Use-o.
O P O E T A E O M A R
O mar Carece de rochedo Para se arrebentar Um Poeta não Carece de enfrentação
O mar Carece de naufrágio Para se aprofundar Um Poeta não Carece de navegação
O mar Carece de oriente Para se encontrar Um Poeta não Carece de arrebentação
R E V E L A Ç Ã O
Todo homem contempla seu Deus quando cria Depois volta-se para a noite vazia De si mesmo, coitado
E chora constrangido e arrasado Por não terem entendido O que ele supunha ter revelado Na sua mais estranha e íntima poesia
Banzos
Esses meus banzos tropicais sem nexo Escritos com sangue, como espirituais A volúpia dos olhos com chuvas neles E a sensação de estar sendo roubado
Esses meus banzos esquisitos como eu A técnica da linguagem disforme Os estranhos sintomas que me visitam E o medo da faca cega da ilusão
Esses meus banzos com seus curtumes Os pertencimentos que se desfazem A voz atrás do espelho, o circo E a corda bamba da decomposição
Esses meus banzos como canteiros A minha expectativa de cárcere O som que soa antes de existir E as carpideiras do meu ser sem Ser
LIVRO DE MÁGOAS
Livro de Mágoas. Ainda vou escrever um. Quase um diário. Desabafos, contradições, teatro E uma procura por mim Nos porões de trastes velhos de mim
Livro de Mágoas. Carteiros, anjos e carpideiras. Mil sofreguidões. Alma contraditória e doente Torturada por um misticismo Cercado de dragões e arquétipos íntimos.
Livro de Mágoas. Exercício de solidão, prurido. Inventários e partilhas. Cárcere, genuflexório, inconsciente O drama de não se sentir. Cavalos selvagens mortos a machadadas.
ESTRELA VAGA (CORAÇÃO)
Se queres a Estrela Vaga E tens um coração, traga A tua cimitarra, a tua adaga E o corte profundo da palavra Origem
Silas Correa Leite, na Universidade de Palmas, Pr, após palestra,
concendendo autógrafo no seu Livro Porta-Lapsos, Poemas
Luiz Barco (*) - Matemático, Pensador, Acadêmico da USP, é de Itararé-SP
Fazendo compras num supermercado, recentemente, ouvi um jovem pai que repreendia o filho traquinas: "Eu já disse um bilhão de vezes que não é para mexer nas coisas". É possível que, trinta anos antes, o avô daquela criança repreendesse o pai, então criança também, com igual força: "Eu já disse um milhão de vezes..." Ambos exageraram, é claro. Mesmo que admoestasse o filho sessenta vezes por dia, o avô levaria mais de 45 anos para falar um milhão de vezes. E o pai da geração do bilhão, por mais que vivesse, jamais conseguiria fazer justiça à sua expressão irada.
O fato é que milhão, bilhão, trilhão, são expressões que entraram para o nosso dia-a-dia. A gente fala, e muitos nem se dão conta do que estão dizendo. Você sabia que 1 bilhão de dólares é muito mais dinheiro nos Estados Unidos e no Brasil, mas é muito, muito mais na Europa? O dinheiro vale a mesma coisa em toda parte, mas o número é diferente. Aqui e nos Estados Unidos, 1 bilhão é o número 1 seguido de nove zeros; na Europa, é o número 1 seguido de doze zeros. Observe que não se trata de uma diferença no sistema de numeração, mas no nome usado para designar os números.
O milhão, tanto para nós quanto para os europeus, é o resultado da multiplicação de mil por mil. É representado pelo número 1 seguido de seis zeros. Esse milhão, muitiplicado por mil, dá um número formado pelo 1 seguido de nove zeros. Nós o chamamos 1 bilhão; os europeus o chamam mil milhões. Para eles, o bilhão é o 1 seguido de doze zeros, ou seja, o resultado da multiplicação de 1 milhão por 1 milhão. Para nós, esse número é o trilhão.
A forma de determinar, sem ambigüidades, o tamanho real de um número, é simplesmente contar os zeros que se seguem ao 1. Para que isso não seja demorado nem fastidioso, os cientistas escrevem o número como potência de 10. Assim, o 100 é o resultado da multiplicação de 10 por 10, ou seja, 10² (10^2); o 1.000 é o resultado da multiplicação de 10 por 10 por 10, ou seja, 10³ (10^3); o milhão é a multiplicação de 10 por 10 por 10 por 10 por 10 por 10, ou 10^6. E assim por diante. Observe que o expoente da potência é o número de zeros que acompanham o 1. Os cientistas escrevem 10^13, e sabem exatamente do que estão falando, embora leigos brasileiros chamem esse número 10 trilhões e os leigos europeus 10 bilhões.
Na rua Teria vivido os enigmáticos momentos de pura beleza e alegria? Ou passageira alucinação, fruto do feitiço daquele quadro encantador? Sente frio... E a saudade que nunca vai embora... Enfia as mãos nos bolsos do casaco. Confetes?
No ateliê Está cansada, quase seis horas da tarde, mas vai ainda visitá-lo, o amigo pintor, recém-chegado das viagens. E apanha raminhos de manjericão cheiroso pelo caminho, passa pelo jardim, há sempre alguma orquídea aberta na sua perfeita beleza colorida. Chega ao ateliê, gosta de apreciar o “Orquidário”, para onde, através de algum enigmático recurso, o amigo transplantou as orquídeas do jardim, mensagem de ternura nas dimensões dos vasos pequeninos, de alegria nas flores coloridas. Um quadro de rara beleza, a beleza do mundo, tanta, impiedosamente transitória, e com freqüência maltratada... Que mal é percebida, todo mundo ocupado na rotina. Mas que as mãos talentosas do pintor recriam... Ao lado, o outro quadro, o fantástico “Carnaval”, com máscaras carnavalescas, versinhos espalhados, o milagre da recriação artística na tela, agora quase na penumbra... Um carnaval tantas vezes intensamente vivido, mas que se fora para sempre da vida dele, conta saudoso... Precisa de mais luz, para fotografá-los, e já imaginando a foto: pintor/autor entre a beleza do “Orquidário” e a alegria do “Carnaval”. Afinal, vira os quadros nascendo nos esboços, tomando lentamente as cores, as formas se aprimorando, até chegarem à plenitude da beleza contagiante, vencendo concursos, despertando admiração, e agora retornados das viagens, das exposições, um rastro de beleza deixada pelos caminhos. Consulta o relógio, seis horas, tem pouco tempo, tantos os compromissos... Liga as luzes, quer plena claridade, fotos, prepara o flash... Mas, com ele, máscaras escapam da tela, ganham corpo e vida, se atropelam, multiplicando-se às dezenas... Quer ser racional, buscar explicações sensatas, mas os foliões a envolvem, invadem o “Orquidário”, colhem as flores, esvaziam a tela, se enfeitam, se perfumam com esmagados raminhos de manjericão cheiroso... Cruzam-se as serpentinas, os confetes, tudo é alegria em estado puro, tristeza nenhuma, foram-se as lembranças que lhe entristecem a vida... Mal pode vislumbrar o amigo nos braços foliões, rindo e dançando, tecendo coroas de orquídeas... Pensa no vinho que lhe serviu, nos brindes ao sucesso... Quem sabe ali a explicação, talvez um pequeno exagero... Ou a existência se redefinindo em enigmáticas paragens? Não importa. Entra no clima, leve e solta, tromba com arlequins e pierrôs, sequer se assusta entre monstros e piratas, canta também marchinhas de tantos carnavais passados... Flutuam todos no espaço dilatado, a luz jorra de ignotas fontes, mas jazem à sombra as esvaziadas telas. Estranhamente, não se movem os ponteiros do relógio. Mas, o vento frio da madrugada entra pelas janelas. Murcham as orquídeas. E um a um, foliões se desintegram, se reduzem a máscaras, as esgarçadas fantasias se diluem no ateliê... A alegria se fora. Uma saudade mansa entra devagar, comandando a cena... E voltam lentamente às telas, máscaras e flores... Consulta o relógio: seis horas. Os fatos inexistiram? O tempo não escorrera? Mas voltam a mover-se os ponteiros do relógio... E lá está o Jorge, o amigo pintor, o sorriso bondoso, nenhuma perplexidade... Não teria ele vivenciado tais momentos? Melhor se calar, quem sabe passageira alucinação... Ou feitiço daquele quadro encantador?
Na rua Despede-se, sai à rua. Nada acontecera, não há carnaval, não há foliões, apenas a rotina. E a saudade que nunca vai embora... Faz frio... Enfia as mãos nos bolsos... Confetes?
* * *
“Ao meu amigo, o pintor Jorge Chueri, personagem deste conto, e à Vanessa e à Ana Paula, pelo incentivo”
* * *
Maria A. S. Coquemala escreve respondendo a um impulso de criação artística e também, para dividir com os leitores suas experiências diante dos enigmas do universo. Seu livro de contos “Circulo vicioso”, é um convite à leitura. * * * Apoio Cultural: Clínica Médica Dr. Waldir Coquemala
Uma Rádio online do Radialista, Jornalista e Escritor Professor Helio Porto, tambem escritor, humorista, e, nas horas vagas ainda é um excelente Palhaço de talento e qualidade criativa que encanta a sua aldeia Itararé, chão de estrelas, terra de artistas; estância boêmia e bonita pela própria natureza, capital artistico-cultural de toda a região, plantada na divisa histórica, às barrancas do Estado do Paraná
Acesse e curta e ouça: www.radiopolegar.com - Nesse site há um link à esquerda, embaixo, com um video com o oficial Hino ao Itarareense sendo cantado pelo Músico Mauro Vieira de Barros, com uma série de belas paisagens bucólicas e pitorescas de Itararé intercalando a comovente interpretação
Localização da histórica Itararé, Cidade Poema - A História do Brasil Passa Por Aqui - Trincheiras da Legalidade - Revoluções de 1930 e 1932, Era Vargas
Nesta seção, você encontrará as principais rotas para chegar a cidade de Itararé e outras localizações.
De Curitiba à Itararé
Por Supervisão de Informática da Prefeitura Municipal de Itararé
07 de agosto de 2007
Para facilitar sua vinda para a saudosa cidade de Itararé, está disponível na ligação abaixo (link), o mapa para que sua viagem seja um sucesso.
Nasci na cidade de Itararé-SP, fronteira com o estado do Paraná. Meus pais, Fioravante e Eliana me criaram com muita dedicação e carinho. Tenho três irmãos mais novos que eu: Cristian, Mateus e Fabiane. Somos extremamente unidos. Sou libriano, nascido no dia 16/10/68, às 16:30 h, "com muito atraso". Meu pai e seus irmãos nasceram em casa, com a ajuda de uma "parteira", e minha avó queria que eu também viesse ao mundo dessa forma, mas como eu já era teimoso desde quando ainda não era nascido, não concordei com ela. Foi assim que, por pouco não tive futuro algum. Quando minha mãe foi finalmente encaminhada ao hospital, eu já estava sufocando. Minha mãe conta que nasci feio demais, metade roxo e todo descascado. Este foi meu nascimento, sem muito glamour, porém com final feliz.
CARLOS CASAGRANDE
Ator da Rede Globo
O HOMEM MAIS BONITO DO BRASIL TAMBÉM É DE ITARARÉ-SP, TERRA DE ARTISTAS, CHÃO DE ESTRELAS, CIDADE POEMA, ESTÂNCIA BOÊMIA
Itararé, Bonita Pela Própria Natureza
E Seus Filhos, Itarareenses-Andorinhas, São Tão Bonitos Quanto Itararé
NOVELA DA GLOBO VAI PLAGIAR A HISTÓRIA DA BARREIRA EM ITARARÉ
A novela "Desejo proibido" que estreiou na Globo, nesta segunda feira tem sua trama centrada numa pequena cidade que possui uma gruta com uma santa projetada nas pedras e por coincidência nesta gruta passa um rio chamado Itararé. Mas a cidade chama-se Passaperto e está em Minas Gerais. Pode?Miguel, um sacerdote com espírito aventureiro e dono de um excelente papo, é convocado pela Santa Sé para investigar o suposto milagre que dizem ter ocorrido na cidade mineira de Passaperto. Milagre este que seria atribuído à imagem de uma santa esculpida em pedra no interior de uma gruta. A missão deste jovem padre é descobrir se o tal milagre é mesmo verdadeiro ou mera fantasia dos fiéis, que acompanham romarias à cidadezinha em busca dos prodígios da santa. Pra não despertar a curiosidade a seu respeito, Miguel vai sem batina. O que ele não sabe é que, nessa busca, vai acabar encontrando um novo rumo para a própria vida. Para completar nossa suspeita de que a Globo usa nosso valor cultural e desvia para outras terras, leia a sinópse distribuida para imprensa sobre o capitulo nº 1, levado ao ar, segunda feira, dia 5 de novembro: - MINAS GERAIS:1913 - Sebastiana, uma parteira, avisa Chico que Ana perdeu a criança. Ana pede a virgem de Pedra na gruta que quer ser mãe. Ela e sua mãe Iraci encontram uma criança em uma cesta na beira do Rio Itararé. Ana lhe dá o nome de Laura. A Globo disfarçou a cidade, o estado, mas descuidou e manteve o nome do rio. Se queremos projetar Itararé no turismo, estamos perdendo a grande chance. É tempo de vereadores, prefeito, segmentos da cultura reagiram com a Poderosa Televisão e garantir a real locação. – Reportagem Hélio Porto, Revista A MINÚSCULA, Itararé-SP, 19/11/07 – www.radiopolegar.com
Rogéria Holtz de Itararé-SP, Cidade Poema, terra de artistas (chão de estrelas) lança CD em Curitiba Gravado apenas com instrumentos de cordas, Acorda reúne músicas de paranaenses Jornal O Estado do Paraná
Desde pequena a música a acompanha. Teve aulas de violão aos 7 anos e aos 12 já tinha alguns alunos para passar o pouco que sabia. Nessa época também, junto com sua irmã, tocavam, cantavam e comandavam um coral jovem da igreja. Sua mãe também dava aulas de dança e as filhas não ficaram de fora. Da igreja para as festas, e é claro com seu inseparável violão. Formou-se em Desenho Industrial pela PUC PR . Na mesma época começou a tocar e cantar em bares de Curitiba.
_____Desde 1983 Rogéria está envolvida com a música Paranaense. Participou de shows de compositores locais como Gerson Bientinez, Waltel Branco e Festivais de Musica na capital e interior do estado. Ganhou 3 trofeus como Melhor Intérprete.
_____Em 88 se envolve com a publicidade gravando Jingles e também foi integrante do time de locutoras da Estação Primeira, Rádio Rock de Curitiba. Por um período foi apresentadora do Jornal de Curitiba da TV Bandeirantes do Paraná; também participa como atriz de comerciais para televisão e hoje atua como locutora, CBN e publicidade, e cantora para diversos materiais publicitários.
_____Há 6 anos é Contralto do Vocal Brasileirão, grupo do Conservatório de MPB de Curitiba comandado pelo Maestro Marcos Leite.
__ _ Rogéria se apresenta no dia 29 de setembro de 1998, num show no Teatro Paiol de Curitiba e expõe, pela primeira vez, toda sua personalidade como cantora popular. O show intitulado "Com a corda, todas.", apresenta composições de músicos e poetas do Paraná: Alice Ruiz, Waltel Branco, Iso Fisher, Etel Frota, Itamar Assunção, Marcelo Sandmann, Benito Rodrigues e Carlos Careqa, além de outros compositores consagrados que Rogéria interpreta acompanhada pelo grupo "Alma Cordada" formado exclusivamente para o show: João Egashira, Luis Otavio Almeida e Fabiano Zanin.
_____No ano seguinte, o mais importante prêmio da musica paranaense, Troféu Saul Trumpet, elege Rogéria Holtz a melhor cantora do Paraná de 1998 e seu Show é indicado como um dos melhores do ano.
_____Freqüentemente é convidada a participar de faixas de CDs de compositores do Paraná. Também já arriscou em terreno europeu como "Cantaora" de Flamencos e Rumbas.
_____Atualmente vem apresentando as parcerias da poeta e amiga Alice Ruiz nos mais variados lugares de Curitiba e alguns teatros em São Paulo.
Um dos Jornais de Itararé, o jornal O Guarani. A Cidade Poema de Itararé, de tantos artistas (chão de estrelas) também tem a Minúscula (tablóide) e o jornal Tribuna de Itararé, além de ter duas emissoras de FM, a Cruzeiro do Sul e a Educadora, e a Rádio Clube de Itararé, AM.