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Blog de Artistas de Itarare Cidade Poema
 


Poema da noite


Primeiro poema a Garrincha - (In Memoriam)

As pernas tortas de Garrincha
O futebol torto de Garrincha
A rótula, o cérebro - a ginga
E a humilhação do adversário


A alma humilde de Garrincha
O lado "gauche" de Garrincha
A finta, o cruzamento, o gol
E o delírio do time Campeão


A vida torta de Garrincha
Elza, álcool, boêmia, galera
O maior jogador do mundo
Que morreu pobre e triste


As pernas tortas de Garrincha
O futebol do anjo-Garrincha
Um hilário craque popular
Para sempre imortalizado torto

-0-

 

Silas Correa Leite é autor de um vasto material ainda inédito, de romances a trabalhos sobre a Prática Educacional Vivenciada, poesia para jovens, coletânea de contos de realismo fantástico e outros, ele conta, com a eloquência que lhe é peculiar, que pensa em traduzir seus trabalhos e tentar lançá-los no exterior, como fez com sucesso Ignácio de Loyola Brandão. – Blogue do autor: WWW.portas-lapsos.zip.net

 

Poema do Site do Noblat

oglobo.globo.com/pais/noblat/arquivo20.asp

 

 



Escrito por artistasdeitarare às 10h58
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EM NOME DO FILHO

 

Poema Para  

 Thiago Frederico Alvim Correa Leite

 

 

Ah meu filho THIAGO FREDERICO, terás que me perdoar!

Não te carreguei no colo, nem troquei tuas fraldas

Sequer corri atrás de tua febre auroral, ou te ensinei minhas malucas canções tristes de trilhas desumanas

Sequer brinquei de bolinha de gude ou pipa contigo

Nem contei histórias para que dormisses em paz

Porque a vida me levou de ti e eu fiquei órfão de filho...

 

Na noite escura de minha alma, eu pobrinho também sofri

Lutei muito para conseguir um lugar ao sol sem sol

E quando a vida nos apartou; eu fiquei à margem do caminho...

E a vida também te magoou tanto, te cobrou demais, e agora me apareces assim

Como uma luz de emergência no meu coração partido; o bendito filho...

 

O que fizeram de ti? O que fizemos de nós? As ruas da amargura...

E a culpa dos pais; que não soubemos de cuidar, e agora ouço

Meu coração amargurado tentando reconstruir esses caminhos, porque o encontro

Teve uma asaluz que pela mão de Deus intermediou esse retorno

Para um pai saudoso, doente e ainda mais triste; que não sabe o que fazer de abraços perdidos, dos cálices de ausências

Porque em nome do Filho de Deus retornas e temos

Que resgatar essas lágrimas, essas feridas, entre abraços e a consagração do amor como o melhor milagre, o melhor remédio...

 

Passei a vida inteirinha escrevendo poemas-filhos

Lidando com alunos-filhos; sobrinhos filhos... E nos poemas

Divaguei sonhos, cantagonias, errações; plantei canteiros, e agora me apareces

E sei que posso te tocar, te dar o afeto que se encerra no meu peito

E seguiremos sabendo que podemos contar um com o outro

Até finalmente um dia eu ser recolhido como sucata para ser reciclado e  então me continuarás

E dirão que terás a minha cara, a minha coragem, o meu instinto de sobrevivência

E o meu senso agudo de clamar por justiça ainda que tardia

Como elos da mesma corrente que finalmente se encontram, se ligam e no amor e na dor terão que se sustentar um no outro

 

O abraço que não te dei: o amparo impossível pelos descaminhos do longe, muito longe

E agora te encontro e agora terei que tardiamente aprender a ser pai; terás que me ensinar, meu filho

A tirar as amarras de tuas tristezas, caminhar contigo, correr da chuva... brincar com meus velhos carrinhos quebrados

E com meus dinossauros que, como eu, decoram estantes vazias

Porque és meu filho, porque sou teu pai, e, Em Nome do Filho teremos que prosseguir juntos

Nas alegrias e nas tristezas, nas perdas e nos danos; duas almas tristes tentando barulhanças e contentezas

Porque a vitória com lágrimas é santificada na convivência de aprendermos um com o outro

Como ser e como não ser, para sermos pais e filhos

Ao lado de minha Musa Rosangela que também te acolhe e te abençoa com ternura maternal...

 

Ah Thiago Frederico; meu filho com nome de santo como diz a velha balada

Como eu queria que não fosse assim; eu seria um pai cobrador, chato, queria que estudasses, trabalhasses, que fizesses o melhor

(Os Corrêas tem essa luz e cruz: sobrevivem... e Vencem...)

E caminharíamos cada um pela mão do outro

Como temos ainda que tentar fazer agora; recuperar o tempo perdido...

Nunca é tarde demais – podemos reconstruir essa estadia unidos

Porque carregas minha alma nau; e minha vida fecha um ciclo, em ti e em teu nome se completa agora

E teremos que conviver em paz com isso... conviver ... conviver...

Pai e filho salpicados de lágrimas juntos novamente

Assim na terra como no céu

E seremos pais e filhos desaprendidos de serem pais e filhos

Que se completarão um no outro... que aprenderão um com o outro

E junto construiremos uma estrada de tijolos amarelos muito além de Itararé, muito além de nós mesmos

E nos fortaleceremos um no outro

A lágrima e a luz formando aquilo que teremos juntos e para sempre:

Um Lar!

 

-Você terá um lugar para chamar de seu

E eu finalmente terei de volta o sangue do meu sangue

(Entre suor e lágrimas) para chamar de

 

MEU FILHO...

 

-0-

Silas Correa Leite



Escrito por artistasdeitarare às 16h36
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Entre livros nasci. Entre livros me criei. Entre livros me formei. Entre livros me tornei. Enquanto lia o livro, lia-me, a mim, o livro. Hoje não há como separar: O livro sou eu.

(Inajá Martins de Almeida)



Escrito por artistasdeitarare às 19h17
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Poeminho Itarareeense

 

Você Sabe o Que é?...

 

Você sabe o que é

Pegar um tomate maduro no pé

Mordê-lo, comê-lo, até

Aquele gostinho de frutalegume

Nas dobradiças da boca?

 

Você sabe o que é

Catar uma goiaba madura no pé

Arvorezinha carregada, um tropé

E você com aquelas sementezinhas

Crespas no céu da boca?

 

Você sabe o que é

Tirar uma pitanga vermelhinha do pé

Triscá-la nos dentes fazendo um forfé

Na contenteza da fruta silvestre

Pintando o céu da boca?

.........................................

 

Você não sabe o que é

Tirar estrelinhas do céu de Itararé

E logo ver verrugas no dedo em pé

Apontando para a amplidão que ri

Feito ter estrelas no céu da boca?

 

-0-

 

Silas Correa Leite – Santa Itararé das Artes

E-mail: poesilas@terra.com.br

www.artistasdeitarare.blogspot.com/

 

 

 



Escrito por artistasdeitarare às 12h07
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R   E   B   A   N   H   O

De Quando Era Menino

 

De quando era muito piá, muito guri ainda, e achava

Que tatu de nariz era maionese de ranho verde-fedô

E que o sol sonrisal ia dormir a noitinha

E mandava a lua de prata vigiar o seu sonho

De sonhador pimpão...

 

De quando sonhava botar suspensórios em cascavel

E achava que a bulha no porão era o Batman roncando

Ou quando ouvia vozes e se sonhava poeta

Para dar cria ao seu pequeno rebanho de versos

De moleque pidão...

 

De quando achava que a sua querida mãe era eterna

E que as estrelas eram sucrilhos no céu de Itararé

Sabia que as flores bonitas eram colhidas primeiro

E que figo maduro tinha zíper com carnegão

De se pegar com a mão...

 

De quando era muito curumim e queria porque queria

Estudar, aprumar oficio, virar gente grande, escritor

Ouvindo os causos e hinos do pai músico, Antenor

No acordeão vermelho solando Saudades de Itararé

Saudades do Matão...

 

Agora a saudade é sua... de um tempo que se foi e agora é

Um retrato na parede da memória que ainda dói, Itararé

O menino cresceu, virou gente grande; tudo em vão

Porque ainda esconde uma criança no coração

Vestida de ilusão...

-0-

Silas Correa Leite, Santa Itararé das Artes - E-mail: poesilas@terra.com.br Blogue: www.artistasdeitarare.blogspot.com/ - Ou: www.portas-lapsos.zip.net

 

 

 



Escrito por artistasdeitarare às 14h51
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POETINHA DE ITARARÉ NO VESTIBULAR DA UNESP

 

O Simulado Nacional Aberto – UNESP, para Vestibular, reproduzido depois por outras escolas como o próprio ANGLO, às páginas 4, conforme link

 

http://pt.scribd.com/doc/45233828/Simulado-Aberto-Nacional-UNESP

 

publicou fragmento do poema “Porque Hoje é Sexta-Feira” do Poetinha Silas, de Santa Itararé das Artes, fazendo duas questões a  respeito da obra poética. Aliás, num Vestibular para o curso de Letras, da FAFIT de Itararé, em teste de anos passados, também constou um poema do colunista do blogeu e do jornal O Guarani de Itararé, desde 1968.

 



Escrito por artistasdeitarare às 10h08
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...................................................................

Quando pronuncio a palavra Futuro
a primeira silaba já pertence ao passado.

Quando pronuncio a palavra Silêncio,
destruo-o.

Quando pronuncio a palavra Nada,
crio algo que não cabe em nenhum não-ser.

Wislawa Szymborska

Tradução de Elzbieta Milewska e Sérgio das Neves



Escrito por artistasdeitarare às 19h44
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POEMA PARA A SAUDADE DE ORLANDO BANDONI

(In Memorian)


Já não vejo o Orlando Bandoni
Por onde será que ele anda?
Foi na lojinha
Cativar a freguesia
Ou foi ver o desfile da Banda?



Já não está mais ali na esquina
Da abandonada Praça São Pedro
Ele que era
Amizade sincera
De enfeitar tardes e se aurorar cedo

Já não vejo o Orlando Bandoni
Com toda sua ternura
Foi na Tribuna
Ou na quermesse
Em que astral ele busca a cura?

Já não está mais no Elos Clube
Nem à musa Lázara faz companhia

Está no paraíso
Com a poeta Cecília
Ou o seu amor ainda nos irradia ?

Já não vejo mais o Orlando Bandoni
Sereno, cândido e dinâmico lutador
Em que dimensão
Voa o seu coração
Numa outra vida de paz e amor?

............................................

(Já não vejo mais o Orlando Bandoni)
E no íntimo a saudade é um triste véu
Somos todos órfãos
De seu ser sagracial
E ele foi ser Andorinha no altar do céu)


Poetinha Silas
(Primeiro rascunho para uma saudade 09.06.2002)



Escrito por artistasdeitarare às 14h12
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Calendário de Itararé

 

-No meu Calendário, na minha Folhinha

Que marcam e agendam o meu dia-a-dia

Eu vivo de sonhar... e fazendo poesia...

De estar na minha gloriosa “Itararezinha”...

 

-É sábado... é domingo... é feriado

Em que eu me preparo para embarcar

Itararé lá está na rabeira do estado

É a minha caipira Hollywood particular...

 

-Em Itararé eu me sinto em mim mesmo

Dentro do meu próprio encantário até

Porque no meu belo paraíso, Itararé

Bolinho de Piruá, dolé, pão de torresmo...

 

-Entra dia, sai dia, e eu me projeto

Estar na minha aldeia, meu rincão

Lá na minha terra plantei meu coração

E sempre a sonhar que estou lá, poeto...

 

-Vou marcando um xis no calendário

A sexta, a segunda – as benditas férias

Entre boêmios, em casa; as pilhérias

Minha estância boêmia é meu encantário...

 

-Os amigos todos sabem quando vou viajar

E ficam me vendo alumbrado, sacando

E então notam os meus olhos brilhando

Para os braços de Itararé eu vou voltar...

 

-Até poder, finalmente, um bendito dia

Aposentado, bem de vida, vencedor

Definitivamente ir para Itararé, meu amor

Com a alma encharcada de luz e poesia!

-0-

Silas Correa Leite – Poema Escrito em Samparaguai

Site: www.portas-lapsos.zip.net

E-mail: poesilas@terra.com.br

www.artistasdeitarare.blogspot.com/

 



Escrito por artistasdeitarare às 11h39
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DESPEDIDA

 

Mariane Cristine Pereira Reffo

 

Eu estarei Lá

 

Esperando vocês.

 

Não prometi que iria cuidar de tudo?

 

Quando vocês chegarem

 

Eu estarei Lá

 

Inteira... curada... saudosa...

 

 

Vocês não perdem por esperar!

 

Prometo uma surpresa

 

O pai, a mãe – a vida plena!

 

 

Vocês não vão acreditar!

 

 

Nada se perderá pelo caminho

 

Nem um átomo de sal ou de lágrima

 

 

Eu estarei lá

 

Não sofram, não chorem

 

 

DEUS ESTÁ PILOTANDO!

 

-0-

 

Silas Poetinha – www.itarare.com.br

 



Escrito por artistasdeitarare às 09h17
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Poemínimo

 

Chão de Estrelas (Itararé Musical)

 

Itararé de tantos poetas, músicos, luares e corais

E ainda trovadores urbanos e boêmios magistrais

Em suas ruas de paralelepípedos como cacau quebrado

E ainda bandas, cantores e tantos outros artistas seus.

 

Itararé é tão musical como se um reino encantado

Que nas suas ruas até os carros cantam os pneus.

-0-

 

Silas Correa Leite

De Itararé-SP, Cidade Poema

www.itarare.com.br

(Poema da Série “Eram Os Deuses Corinthianos”)



Escrito por artistasdeitarare às 09h17
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Escrito por artistasdeitarare às 09h15
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Escrito por artistasdeitarare às 11h48
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PRELÚDIO PARA UM GRANDE AMIGO AUSENTE

 

Para Miltinho Koning, In Memoriam

 

Nós sempre vamos te achar, Miltinho

Nas coxias ribeirinhas em cervas de ranchos de Itararé boêmia

Contemplando vôos de andorinhas sem breque, ou o reflexo do dourado

Num canto piscoso e sereno como a tua cara ridente...

 

Nós sempre vamos te achar, Miltinho

No aperitivo do bar onde a sorte mesmo eram os companheiros

Ou ouvindo o sanfoneiro Walter Mazorca solar um Chão de Estrelas

Que é onde hoje repousas a tua alma passarinheira...

 

Nós sempre vamos te achar, Miltinho

Na gráfica do Jornal Guarani imprimindo tantas cores de tua vida

Ou saboreando os pratos deliciosos que a tua Musa Zélia

Fazia com o coração na mão para te ver todo pimpão...

 

Nós sempre vamos te achar, Miltinho

Chorando a perda do neto primogênito que alvoroçou a tua alma

Contando causos ou ouvindo as contentezas do caçula Marcelo Tatu

Em tardes fagueiras na varanda de tua casa na Rua Campos Sales...

 

Nós sempre vamos te achar, Miltinho

Quando olharmos os astros luminosos no céu noturno de Itararé

Porque certamente estarás imprimindo saudades no infinito

E abençoando os que amaram muito e sentem muito a tua falta...

 

Nós sempre vamos te achar, Miltinho

E vamos confiar que no além estarás com a tua ternura límpida

Imprimindo O Guarani para o rincão de uma “Itararezinha Celeste”

Com poemas do Pedro Pinto presente e crônicas do Melilo...

 

Nós sempre vamos te achar, Miltinho

Num dedo de prosa no Medrado; num papo entre o aperitivo

E tardes de futebol de várzea em que torcias conosco no gol ou no olé

Pois lágrimas de nossa saudade ainda choram prelúdios em Itararé...

 

-0-

 

Silas Correa Leite – Santa Itararé das Artes

www.artistasdeitarare.blogspot.com/

E-mail: poesilas@terra.com.br

 

 

 

 

 



Escrito por artistasdeitarare às 10h40
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Poemas de Silas Correa Leite



Poemas de Outono

P E R G U N T A M E N T O S

“Tenho de dar de comer ao Poema – Murilo Mendes

01)-Miseris Nobilis

volta e meia paira sobre mim
o medo da miséria e da fome
da minha infância humilde

então trabalho e estudo e escrevo
feito um condenado à vida
que só na loucura santa de sobreviver criando
encontra a sua espécie de cura

meus versos são pães dormindo
uma realidade substituta




02)-Teatro de Ocupação

Cansei de existir
Mas estudo, trabalho, luto para não
Repetir
A dose.
Morrer é passar de ano?

Luto para não me ferir
Mais do que me fere a existência
De ser
Um homem.
Viver é reparar dano?

Existo para inquirir
O nojo, o horror da vida, a cruz
Do medo
Da fome.
Escrever é baixar o pano?





03)-Violões

Invejo quem toca violão
Violão é o céu plangente
Na ponta dos dedos, na palma da mão
Como um corpo de mulher estridente
Em que você pratica a levitação
E gera música, harmonia, gente
Orquestrando a alma-nau da afinação.


04)-UTOPIA



detesto silêncio quando estou existindo

quando foi mesmo que existi?

detesto barulho quando estou escrevendo

que lugar me fujo no criar?

detesto existir quando escrevo poemas

que lugar me sou a fazer versos?

sou nada e tudo - qualquer parte

ESCREVENDO PARA FUGIR DE ME SER









05)-Guerra & Paz




Trabalho numa biblioteca pública
De vez em quando os personagens
Dos clássicos vêm conversar comigo



É nessas horas que me enlivro.


Silas Correa Leite
Santa Itararé das Letras
E-mail: poesilas@terra.com.br
www.portas-lapsos.zip.net

 



Escrito por artistasdeitarare às 11h54
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