ORIXÁS AFRICANOS INSPIRAM ARTISTA EM SUA PRIMEIRA EXPOSIÇÃO
A abertura da exposição “Caminho pelos Orixás”, da artista plástica Rosalina Fernandes, será no dia 20 de junho (sábado), às 20h, no Espaço Dafne, à rua Alvarega, 1433, Butantã. A exposição fica aberta para visitantes do dia 21 até o dia 29 de junho, das 15h às 19h. Para saber mais da obra da artista segue o endereço: http://www.flickr.com/photos/rosalinafernandes/
Após passar por uma cirurgia para a retirada de dois coágulos no cérebro, Rosalina Fernandes, 60, sentiu que tinha uma missão a cumprir. Sem nenhuma sequela, das várias que corria risco depois da cirurgia, a professora de educação física – que, apesar da opção pelo esporte, nunca deixou de cultivar tambéma paixão pela pintura, descoberta aos 15 anos de idade -- decidiu que deveria encontrar uma forma de agradecer. Foi assim que Rosalina, que teve suas primeiras aulas de arte em Itararé (interior de São Paulo), com uma freira, retomou vigorosamente o contato com as tintas e os pinceis. Nos últimos dois anos, a artista é presença assídua do atelier Casa e Jardim, localizado no Campo Belo, do artista Paolo Quaglio.No final de 2008, mais um acontecimento veio mexer com a alma do artista. Tudo começou quando um pai-de-santo encomendou uma série de telas dos orixás africanos para decorar seu novo espaço. Sem nenhuma intimidade com o tema, Rosalina pesquisou referências e compôs seu desenho. Durante a produção desses Orixás, a artista sentiu que as pinceladas fluíam, que a combinação de cores acontecia naturalmente, e os traços, até então considerados acadêmicos, ganhavam movimento e personalidade. Em pouco tempo, toda obra estava pronta. A partir daí, novas encomendas, também relacionadas aos Orixás, começaram a surgir, e a artista, influenciada pelo mestre Paolo – que se autointitula “santeiro” – e com total apoio dos amigos, decidiu fazer uma exposição com os orixás africanos.Assim, o “Caminho pelos Orixás” é mais do que uma exposição de arte. É a junção do agradecimento de Rosalina, que hoje reconhece na sua recuperação quase milagrosa a atuação dos deuses africanos, com seu florescer como artista – de suas pinceladas vigorosas, surge mais do que a beleza: é o milagre da vida, do renascimento e da plena integração do humano com o divino.
Produção e obras
A exposição “Caminho pelos Orixás” conta com 2 quadros de 120 cm x 70cm, 12 de 150cm x 90cm e 2 painéis: um de quase 5 metros e outro de aproximadamente 3 metros, todos acrílico sobre tela, produzidos em um pouco mais de dois meses. Rosalina leva para sua obra referências próprias: corpos definidos e fortes, característica da sua formação acadêmica como educadora física. “Fui atleta e carrego a preocupação de ter e manter o corpo saudável. Passo isso para os meus alunos e agora, através da minha arte. A plástica dos corpos é muito importante para mim. Aproveitei que os Orixás carregam as características de guerreiros e caçadores e os concebi fortes e vigorosos”, afirma a artista. Essa característica também aparece na primeira fase, mais acadêmica, nos quadros em que ela retrata os atletas em ação. Outra marca bastante forte na pintura de Rosalina são os rostos andróginos que ela escolheu para caracterizar seus Orixás. “Tanto os masculinos quanto os femininos estão com os rostos muito parecidos. Apenas os semblantes, muito sutilmente, transmitem impressões levemente diferenciadas”, explica o professor Paolo. A androgenia é comum nas obras religiosas da tradição judaico-cristã – os anjos são um bom exemplo dessa mescla entre o feminino e o masculino.Segundo o professor Paolo, o desenvolvimento de Rosalina durante os dois meses de preprodução das obras foi “impressionante”. Ele afirma: “Antes ela demorava duas semanas para finalizar um quadro, hoje não leva mais do que dois dias. Isso mostra a segurança da artista em relação ao tema escolhido e o aprimoramento da sua técnica”, conclui.
O artista Itarareense, Georges Souza, nosso popular, “Carlito de Itararé”, 27 anos e já produtor de filmes de qualidade, onde atua como Diretor, Produtor, Redator, e Ator,conhecido na cidade e região por seu talento e sensibilidade, foi entrevistado pela TV TEM e divulga seus trabalhos no YouTube que tem recorde de acessos. Pois agora nossa nova Andorinha de mente brilhante acaba de ser selecionado para participar da “Mostra Maison du Brésil em Paris”, França, com dois curtas-metragens, um verdadeiro reconhecimento de sua arte. Seu trabalho será apresentado dia 13/06, para orgulho dessa nossa Santa Itararé das Artes. Já divulgado na web, o site Overmundo assim se expressa sobre o Georges de Souza, nosso “Charles Chaplin caseiro”:
“Chamar George Souza de “Charles Chaplin de Itararé” pode parecer exagero. Mas a comparação deve-se a algumas semelhanças entre os dois, especialmente, a aspectos pessoais de suas vidas: -Os dois nasceram em famílias pobres, mas apesar das dificuldades resolveram arriscar a vida artística; Chaplin iniciou a carreira no teatro; George também já esteve nos palcos; -O gênio do cinema era também músico e compôs as trilhas sonoras de vários de seus filmes. George estuda música erudita há sete anos; toca piano e violino;- O diretor viveu longe do pai desde pequeno; George mora com a mãe e o tio. -Chaplin fazia cinema mudo porque na época, não havia tecnologia de áudio suficiente; George não tinha recursos técnicos e financeiros quando começou a produzir suas obras. -Chaplin escrevia, produzia, dirigia, atuava, editava e fazias as trilhas sonoras de seus filmes; George também; -Chaplin criou o personagem Carlitos, um vagabundo gentil e engraçado que usava um terno esgarçado, sapatos maiores que seus pés, bengala e cartola (ou chapéu-coco), que aparece em todos os seus filmes; George criou Georgitos, que carrega as mesmas características. Vejam no site: http://www.overmundo.com.br/overblog/o-charles-chaplin-de-itarare
Georges Souza mora com a mãe aposentada, estuda música erudita (violino e piano) e fora das lidas com as artes ganha algum dinheiro fazendo pequenos bicos, pintando, reformando e decorando casas ou, esporadicamente, tocando violino e piano em casamentos. Gostando de cinema, desejando se aventurar na área, sonhando, com dificuldades financeiras Georges adquiriu uma câmera VHS com o “patrocínio” da mãe, e fez um curso de fotografia pelo Instituto Universal Brasileiro. Georges tem um problema agora: convidado pra estar presente na apresentação de seus dois trabalhos, o que é uma honra para o Brasil e pra Itararé, não dispõe de numerário suficiente para viajar. Está tentando em Itararé, com amigos, com as autoridades constituídas, com grandes empresários. Mas vem enfrentando dificuldades, com alguma falta de sensibilidade aqui e ali. Esperamos no entanto, que a sociedade Itarareense se mobilize no sentido de ajudar nossa mais recente estrela artística, para que todos saibam que, sim, nós produzimos nossa própria cultura, nós consumimos nossa própria cultura, e, mais: nós valorizamos nossa cultura e nossos artistas que têm o talento reconhecido até fora de Itararé, e, no caso do Georges Souza, fora do Brasil.
Autor de “O Homem Que Virou Cerveja”, Prêmio Valdeck Almeida de Jesus, Salvador Bahia, 2009, Crônicas Hilárias de Um Poeta Boêmio, no prelo, Giz Editorial
Colhe as flores mas larga-as Das mãos mal as olhaste Senta-te ao sol. Abdica E sê rei de ti próprio!
Fernando Pessoa
Lembra-te daqueles tempos, em que os lápis da marca Castelo Vinham te permitir construir sonhos e escadas para o alto? Desenhar era só deixar correr o traço, o risco, e tu ali, pueril No Grupo Escolar colhia as primeiras letras, sons e palavras...
Lembra-te quando erravas, e a professora ensinava o certo Que teu peito pueril medrado se afogava em floração de lágrimas? Mas a mestra vinha e te tocava com um afeto cheio de graça Que eras de novo um canteiro para muito bem ser semeado
Pois lembra-te ainda, quando escrevias as tortas vogais Quando soletravas o caminho suave das primeiras aulas? Então o pito da mestra, aqui e ali; pois quem ama corrige E o pito-carito de um pirraceiro a rir de ti e das acontecências
Pois um dia a professora de olhar de cor do céu e mãos de anjo Mostrou-te o outro lado do lápis: feito uma metáfora A qualquer momento da vida, nas trilhas e nas vicissitudes Poderias refaze o caminho, apagar, recomeçar, tentar de novo
Essa é a lição da vida, a Lição do Lápis com Borracha Aprendemos; lucros e perdas, cantagonias e louvações Mas há uma força que nos alerta, um mestre universal Um anjo-da-guarda que volta de novo para nós e nos provê
Aprendeste assim a lição da primeira infância e refletes Refazes os planos, ouve amigos, sonhas, labuta, espera Tudo de novo, apagando desacertos e os erros das tentativas Na sábia lição de tentar sempre para aprender técnicas de voos
Por onde fores, piá, guri, curumim, moleque, homem crescido Longe de casa, mas dentro de ti - tua infância levas sempre contigo Terás sempre a Lição do Lápis com Borracha para te fazeres vencedor E dizer ao fim da jornada que erraste e acertaste no sudário das somas
Porque como o lápis veio da árvore e a borracha também Geraste um livro, plantaste um filho, escreveste uma vida Com a eterna lição de tentar, evoluir, mudar, acreditar sempre Lição da mestra que te ensinou; que enfeitaste com lápis de cor
Da vida só levamos mesmo o amor e o humor que deixamos E a saudade ainda é a maior e a mais pura forma de amor Por isso continua seus traços, desenhos, escritas e livrações Páginas de vida colorindo teu aprendizado de vitórias feitas a mão.
Silas Correa Leite – Estância Boêmia de Itararé, Santa Itararé das Letras Especialista em Educação, Jornalista Comunitário, Conselheiro em Direitos Humanos Site: www.itarare.com.br/silas.htm
Poema da Série “Eu Era Feliz e Sabia Que Era”, Livro inédito do Autor Autor do livro “CAMPO DE TRIGO COM CORVOS”, Contos, Editora Design, Finalista do Prêmio Telecom, Portugal, à venda no site
Os salários mal dão para os gastos, as guerras não terminaram e há vírus novos e terríveis, embora o avanço da medicina. Volta e meia um vizinho tomba morto por questão de amor. Há filmes interessantes, é verdade, e como sempre, mulheres portentosas nos seduzem com suas bocas e pernas, mas em matéria de amor não inventamos nenhuma posição nova. Alguns cosmonautas ficam no espaço seis meses ou mais, testando a engrenagem e a solidão. Em cada olimpíada há récordes previstos e nos países, avanços e recuos sociais. Mas nenhum pássaro mudou seu canto com a modernidade.
Reencenamos as mesmas tragédias gregas, relemos o Quixote, e a primavera chega pontualmente cada ano.
Alguns hábitos, rios e florestas se perderam. Ninguém mais coloca cadeiras na calçada ou toma a fresca da tarde, mas temos máquinas velocíssimas que nos dispensam de pensar.
Sobre o desaparecimento dos dinossauros e a formação das galáxias não avançamos nada. Roupas vão e voltam com as modas. Governos fortes caem, outros se levantam, países se dividem e as formigas e abelhas continuam fiéis ao seu trabalho.
Nada mudou em essência.
Cantamos parabéns nas festas, discutimos futebol na esquina morremos em estúpidos desastres e volta e meia um de nós olha o céu quando estrelado com o mesmo pasmo das cavernas. E cada geração, insolente, continua a achar que vive no ápice da história.
-Marina Solda, natural de Itararé-SP, “Santa Itararé das Artes”, ela mesma uma grande artista, mãe de outros tantos grandes artistas; as tintas e tons e cores de sua paleta-vida “como palavras de sua alma rica”, sensível, enternurada, oriunda de descendentes de imigrantes, que foi morar em Curitiba e lá se tornou conhecida, amada, vencedora, personalidade cultural de destaque.
-Marina da Conceição Nunes Vidal é filha da dona Alzira Nunes e do popular “Marinheiro”, irmã do boêmio Tio Jannys da Cantina do Tio de Itararé. Marina Solda possui mais de 1000 (mil) telas já pintadas e algumas vendidas para o exterior, duas para a Itália. Exposições individuais:
Assembléia Legislativa do Paraná - Curitiba - Acrílico sobre tela de linho e óleo sobre tela de linho. Coletiva no Museu Alfredo Andersen. Coletiva na Galeria Andrade Lima e Escola de Arte. Cursos de desenho - desenho livre, desenho da figura humana, xilogravura, aquarela, cerâmica, escultura e pintura. Homenageada pela Câmara Municipal de Curitiba, importante cidade onde residiu por muitos anos, pelos trabalhos realizados nos mais diversos campos como Arte, Política (assessoria parlamentar qualificada), Educação e Jornalismo.
Artista plástica revisionista, Marina Solda evidencia em suas obras a ruptura com os conceitos tradicionais da arte, propondo uma nova linguagem artística, uma espécie de Revisionismo, posição ideológica preconizando a revisão de uma doutrina política dogmaticamente fixada.
A Artista Plástica Marina Solda expôs as telas “Arte Contemporânea Sem Fronteiras” no Espaço Cultural da Assembléia Legislativa do Paraná. Paulista de Itararé, onde é muito querida, morou na capital paranaense por mais há mais de 50 anos. Suas obras expressionistas são pintadas com tinta especial importada, e o diferencial dessas obras é que elas são expostas sem molduras, possibilitando ao comprador emoldurar a tela ao seu estilo. A exposição que fez em Curitiba foi parte das homenagens ao Dia Internacional da Mulher, ocorrendo a convite da deputada Cida Borghetti (PP).
A artista Marina Soldafoi noticia no “Journal of the Senate” em janeiro de 2001, para orgulho do Clã dos Fanáticos de Itararé que têm na como a mais importante personalidade feminina de destaque, valorada na arte da histórica cidade da batalha que não houve, mas de uma batalha que ainda há para cultuar seus artistas como o mote “Sempre Haverá Itararé” por intermédio deles, entre os quais se destacam nomes como Maestro Gaya (itarareense que é nome de rua em Curitiba), Armando Merege, Rogéria Holtz, Jorge Chuéri e o próprio Luiz Antonio Solda, filho ilustre da Marina e o mais importante e premiado cartunista brasileiro. Como diz Fábio Luciano no site www.itarare.com.br:
“Marina Solda Itararé nasceu em 18 de junho de 1935 em Itararé, e faleceu em /Curitiba, dia 20 de fevereiro, 2009. “Artista de Itararé, Dona Marina, não nos deixa a sós, deixa na veia artista um belo traço de Itararé para o mundo(...) Luiz Solda cartunista e blogueiro de teclado e mouse cheio.”
Agora que a Pintora Marina Solda é uma estrela de Itararé no céu da saudade, seu nome ficará marcado pela paleta da vida que ela rebrilhou com suas tintas de presença marcante, matriarca de um clã forte e de nomes ilustres, pessoas inteligentes, criativas, porque, afinal todos os descendentes da Martina têm a quem puxar, por assim dizer; dela e do próprio patriarca da Marina, o popular Marinheiro que desenhou as matemáticas ruas de cacau quebrado de Itararé, a grande beleza urbana da Cidade Poema de Itararé.
Itararé costuma dar valor para os que a promovem em verso e prosa, artes e reinações de qualidade humanitária e ética, embora a melhor saída para os artistas de Itararé seja a Estação Rodoviária da cidade, capital artístico-cultural do sudoeste paulista, metade do caminho entre Curitiba e Sampa. Marina Solda foi o maior nome de Itararé nesse sentido. Que Itararé lhe reconheça o mérito, e lhe dê o nome de uma rua ou mesmo de uma Escola de Artes, porque Curitiba, que sempre abrigou muito bem os “andorinhas sem breque de Itararé (quem nasce em Itararé é “Andorinha”), certamente saberá testemunhar oficialmente a importância de Marina Solda, para lhe dar um nome de Rua. Já pensou, Rua Artista Marina Solda?. Afinal, quem é bom já nasce luz, e, tirando de letra, Marina Solda literalmente pintou e bordou. Essa foi a sua marca, a sua lavra, a sua passagem brilhante por este Planeta Vida.
Os poemas e os textos lidos em "Provocações” são, às vezes, livre adaptação do original, por Antônio Abujamra ou Gregório Bacic. O formato em que se apresentam escritos aqui é apropriado para a leitura em TV e não o seu formato original.
Ser Itarareense é, acima de tudo, um estado de espírito. Trazemos o DNA de Itararé na alma, nos sangue, no jeito“Itarareense” de ser. Conheceu, papudo? O Artista de Itararé é mais artista. O homem mais bonito do Brasil, Carlos Casagrande, é de Itararé. Um dos melhores arranjadores (premiado) do Brasil é de Itararé, Maestro Gaya. Um dos maiores cartunistas do Brasil é de Itararé, Luiz Antonio Solda. E tem muito mais. O mais importante e portentoso artista do interiorzão desses brasis gerais é o Jorge Chuéri, de Itararé, Cidade Poema, Santa Itararé das Letras. Vá vendo, quero dizer, vá lendo. “Se Deus é brasileiro/Jesus Cristo também é/Deus do Rio de Janeiro/E o Jesus de Itararé”. Já pensou? O paulista de Itararé é mais paulista. Aliás, até o Paranaense Ferreira era um paulista de verve, porque era orgulho e honra de Itararé.Itararé é isso: Bonita Pela Própria Natureza.
Por essas e outras, está pintando mais um livro para o acervo da chamada BRITA-Biblioteca Real de Itarareenses Andorinhas. O Livro ASSIM ESCREVEM OS ITARAREENSES, Primeira Antologia de Prosa de Itararé, com a Coordenação e Revisão Geral da Mestra Maria Apparecida S. Coquemala, Especialista em Lingüística, e deste vate que vos fala, quero dizer, escreve, está em fase final de formatação, antes de ir pro prelo. Convidamos todo mundo que escreve da Santa Terrinha, divulgamos a idéia-projeto por atacado e nos meios sócio-culturais, muitos foram chamados e poucos escolhidos, já que requisitos mínimos teriam que ser cumpridos, como qualidade da obra, bibliografia, prazos, atendimento às solicitações da Comissão Coordenadora. Cobranças que fizeram alguns se perderem pelo caminho, outros se esqueceram ou não responderam devidamente ao chamado. Sentimos a falta de alguns, claro, mas, no frigir dos ovos, Aleluia!, 14 nomes foram agregados finalmente e numa boa, com muita criatividade.
Nós que somos fãs do Poeta Pedro Ribeiro Pinto – por incrível que pareça nenhum livro com os trabalhos do mesmo foi lançado por descendentes do Clã - o homenageamos nessa obra, como tambem a Paulo Rolim, talentoso artista, visionário, valente coração de ouro, além do Patrono da Antologia e convidado de Honra Especial, o Artista Plástico Premiado Jorge Chuéri, maior patrimônio cultural de Itararé. Com o JC Itararé é mais bonita, mais graciosa, mais estupendamente de alto astral, pois o Jorge, claro, significa o espírito Itarareense, agrega valores, representando muito para as artes de Itararé Centenária, já que é simpático, brincalhão, bem-quisto, vencedor com as mãos limpas e o talento brilhante; muito querido por atacado nessa cidade de tantas andorinhas sem breque em que ele, o Jorge Chuéri é uma grande andorinha, um verdadeiro Taperá!
Se demorou tanto, como alguém pode achar que está demorando, foi exatamente porque tivemos que insistir nas cobranças (às vezes fica chato insistir), ora pedindo a foto 3 X 4 colorida devida, currículo, obra digitada com uma correção básica primordial. Lamentavelmente alguns não deram o retorno devido em tempo hábil, pré-estipulado. Queríamos alguns outros nomes, descobrir talvez alguns novos valores, mas o essencial por fim, é o que ficou, o que rendeu. Dificuldades. Vários atrasaram a viabilização do projeto como um todo. Como sei da historicidade quase inteirinha de todos os participantes, ficou fácil aqui e ali dar um arremete final, sempre com a revisão e representante local, em Itararé, a Maria Apparecida Coquemala, Rua Itaporanga, 52, Fone 015(15) 3531-2065, e e-mail maria-13@uol.com.br – Também posso ser contatado em Sampa pelo fone (011) 3726-9780 ou mesmo pelo e-mails poesilas@terra.com.br ou ainda silascorrea@bol.com.br
O livro terá em média 12 pgs por autor, uma página ou pg e meia para currículo, a idéia é ter tb na última página uma foto de cada autor com seu nome embaixo, estamos já pensando uma montagem de capa que agregue valores simbólicos e estéticos de Itararé, como Pinheiros, Andorinha, cacau quebrado (paralelepípedo), etc. Aceitamos sugestões, estamos sempre abertos para composições legais, porque uma andorinha só não faz verão, a bem dizer, uma andorinha só não faz nem outra Andorinha. Queremos tudo num mosaico da chamada Literatura Itarareense: Somas. Bem exatamente dentro do chamado espírito Itarareenses, quando somos todos um, visamos o congraçamento lítero-cultural.
Os participantes (14) a priori são:Dorothy Jansson Moretti, Jorge Chuéri, José Rodolfo Klimek Depetris Machado, Lazara Aparecida Fogaça Bandoni, Luís Carlos Ferreira da Silva, Maria Aparecida Melo, Maria Apparecida S. Coquemala, Maria de Lourdes Luciano Nonvieri, Moacyr Medeiros Alves, Sebastião Pereira Costa,Silas Corrêa Leite, Terezinha Mello Martins, Zunir Pereira de Andrade Filho. Como observam,importantes nomes da nossa terra-mãe, alguns deles com um livro editado, muitos com mais de um livro, alguns premiados, inclusive com prêmios no exterior. Como diria o Gonzaguinha “Gente mais maior de grande”.Bonito. Gracioso. Um amor por Itararé, afinal, a prosa de Itararé é afiada,um encanto mesmo, de causos a ficções, de crônicas a memórias,de narrativas a inventários letrais com garbo. Afinal, Itararé tem muita história pra contar, já que a própria história do Brasil passa por aqui. Sempre haverá Itararé!
Capa, estilo, cores, orelhas, prefácios, análise crítico-literária do conjunto da obra pela Mestra Coquemala, troca de idéias, mudanças, acertos, um pandareco. Cada trabalho trazendo a personalidade do autor, suas características, das contações de palha do Ze Maria (de Santa Cruz), a memórias de Terezinha Iluminada e Irmã Cida, passando por enfoques surrealista, micro-contos e outras criações. A Antologia ASSIM ESCREVEM OS ITARAREENSES será bancada em regime de cooperativa, cada autor pagando o quantum de páginas constar, com todos os trabalhos sendo avaliados; eventualmente aqui e ali acertado a forma estética ou mesmo corrigido pela revisora oficial Coquemala. Afinal, feliz é o povo que produz e consomesua própria cultura. Bem-vindo a bordo. Estamos de vento em popa. E quem quiser que conte outra.
Kit Básico de Primeiros Socorros Para os Seres Sensíveis
(Use em situações existenciais de emergência)
1* Poesia: Para tornar mais doce o sonho enfavado de maravilhosas buscas, tornar mais esperançosa a caminhada e mais suave a respiração da alma; 2* Música: Para lembrar que tudo é música, como o equilíbrio entre a natureza e os frutos dela que são os seres humanos, na a sinfonia existencial de primeira grandeza;
3* Filme: Para nos ajudar a permanecer antenados com cabeças e corações, almas perfumadas, já que a arte é uma libertação, e uma asasó se completa em outra e então permite na união e soma a técnica de vôo; 4* Livro: Para registrar que vida é assento de nós mesmos, raízes e estrelas, origens e ninhais; palco iluminado em páginas abertas de viver e vencer; 5* Campo: Para depositar nossa alma na tez chã de tantas andanças, pois o cordão umbilical pode retesar mas nunca se romperá do nosso ponto de partida, e há uma estrela e um arado a compor a nossa caminhadura evolutiva, cósmica:
6* Praia: Para nos tocarmos que não importa o que aconteça a vida continua em marés altas e baixas, sal e ilhas, experimentações e viagens, portos e linhas do horizonte muito além do azul do céu que se permeia em tantas vertentes; 7* Viagem: Porque temos que chegar e partir, há tempo de semear e tempo de visitar o trigal amarelo, há barcos e adeuses, somos peregrinos pela própria natureza, nunca termina o nosso caminhar, existir é uma viagem como se nós mesmos fôssemos os ourives de nossa evolutiva seqüência aditivada numa futural empreita de luz; 8* Carinho: Que é o que pode curar e até mesmo manter abertas portas e janelas, pois a chave é a nossa mão erguendo o muro ou o castelo, já que o livre arbítrio é que dá a comanda de nosso sucesso no verbo viver; 9*Chuvas: Devemos nos salvar com as lágrimas, até com as chuvas nos sonhos, toda água é energia e Deus respira em cada átomo da água que veio de antes para o eterno, e precisamos como partes do Planeta Água, com a nossa massa corporal sendo água, amar a água como se a nós mesmos. 10*Amor: Porque amor é tudo o que move, somos feitos e a partir dele mandamos mensagens de amor para o futuro, e o melhor gesto de amor é a mão estendida, o abraço demorado, o ombro amigo, luz em conexão coma luz.