Letra de Rock (Quem Se Habilita a Musicar?) Servidão A servidão voluntária dos grupos Tribais, Sexuais, Sociais Cabeças vazias arrotando culpas Sintomas de subcretinos insensíveis quase Canibais Todos submissos, pífios, incultos Amorais, Animais, Consensuais Mentes vagando no nada absoluto Cotas de sem cérebro, hipócritas, janotas Boçais A servidão de condomínios insepultos Letais, Fecais, Presenciais Tribos, grupos, panelas, totens, posudos Chacais A solidão voluntária da falta de escrúpulos A solidão voluntária da falta de escrúpulos A solidão voluntária da falta de escrúpulos -0- Letra de Rock/Poema: Silas Correa Leite E-mail: poesilas@terra.com.br www.itarare.com.br/silas.htm
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Escrito por artistasdeitarare às 10h38
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Poeta Silas Correa Leite Palestrando na Terceira Noite de Poesia, na FAFIT Faculdades Integradas de Itararé - A Arte Literária Como Libertação
Escrito por artistasdeitarare às 18h49
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Comunidade e alunos prestigiam III Noite da PoesiaNas Faculdades Integradas de ItararéPor Cintia Kappke Medeiros Machado A III Noite da Poesia, realizada pela Biblioteca José Maria Aparecido de Almeida no Dia Nacional do Livro (29), reuniu quase duzentas pessoas no Auditório Professor Newton Marques. Marcaram presença autores de poesias e espectadores de todas as idades, muitos deles da comunidade. Das cerca de 50 poesias inscritas foram selecionadas 20 para declamação. Uma comissão julgadora, composta pela presidente do Elos Clube, Lázara Bandoni, o professor do curso de Letras, André Luis Costa, e o poeta Silas Corrêa Leite escolheu as três melhores apresentações. Todos mostraram composições próprias. Os vencedores do concurso foram a acadêmica do 6º semestre de Letras Português-Inglês, Marlene Gil, com a poesia “Soneto à Falta Absoluta”, o professor de Educação Artística Marcio Padilha, com a obra “Espelho”, e o aposentado Antonio Moura, que declamou o “Relato de Um Universitário Decadente”. Eles receberam como prêmio um livro e troféu. Foram vários os trabalhos que agradaram aos especialistas em poesia, informa a bibliotecária Viviane Thales dos Santos, da comissão organizadora. “Os jurados disseram que ao menos umas dez poesias também poderiam ser presenteadas e que ficou difícil escolher as três melhores. Fiquei muito feliz, o objetivo era o de incentivar a leitura e a produção literária e todos os participantes se mostraram bastante interessados com o evento”, registra. Segundo Viviane, também foi positivo o retorno dos que acompanharam as declamações. “Tivemos muitos elogios porque foi recuperado o verdadeiro sentido que uma noite de poesia pode trazer culturalmente para toda a comunidade. Agradeço a participação de todos”, diz ela. Para a jovem Luana Cristina Rabelo, que declamou a poesia “Capitalismo”, as pessoas que se apresentaram também têm a agradecer. Conforme ela, quem gosta de fazer poesia geralmente escreve e não publica. “Com a Noite da Poesia da faculdade esses pessoas puderam tirar suas composições da gaveta e serem valorizadas”, notou. A jurada Lázara e a convidada Nancy Gorski concordam. “O valor desta noite é imensurável porque está sendo despertado nos estudantes o gosto por aprender o que é belo e a sentir o que vem da alma”, falou Lázara. Na opinião de Nancy, o encontro foi importante porque com a poesia as pessoas conseguem exprimir sentimentos maiores. “A faculdade, ao incentivar esta forma de expressão, favorece o envolvimento maior da sociedade com a literatura”, conclui.
Apresentações especiais
A Noite da Poesia contou neste ano com a participação especial do autor do hino itarareense e poeta, Silas Corrêa Leite. Ele encantou a platéia com partes de sua trajetória, desde sua infância humilde até chegar a professor e escritor reconhecido na cidade de São Paulo, em forma de poesia. Relatou que começou a ler muito e a compor desde criança, quando a leitura de vários livros e jornais era um castigo por uma travessura. “A vida me deu um limão e eu fiz uma limonada”, parafraseou. Leite, que é de Itararé, também enalteceu sua cidade e o momento. “É uma honra estar em Itararé, quando estou aqui, estou dentro do meu coração”, pronunciou. Conforme o poeta, o evento teve grande valor porque a poesia e a arte têm o poder de transformar realidades. “Todo mundo deve fazer arte a fim de canalizar sua inteligência para uma coisa boa”, realçou. Além do poeta, que tem oito livros escritos, a III Noite da Poesia contou com apresentações da estudante Sara Caroline de Almeida, que interpretou o texto “Um Sonho de Ser Boneca” e do acadêmico de Pedagogia, Mauro Vieira, que tocou e cantou músicas populares brasileiras. Merece destaque ainda a apresentação especial dos integrantes do Conservatório Internacional de Música. Regidos pelo Maestro Doutor, Gerson Gorski Damasceno, o grupo vocal e o de música instrumental emocionaram os presentes. O evento foi apresentado pelo professor Thiago Antunes e a acadêmica Francyne Laurindo Rastelli. Veja mais fotos:
Escrito por artistasdeitarare às 18h43
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Já não fazem mais sorvete de groselha como antigamente
Escrito por artistasdeitarare às 10h49
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Escrito por artistasdeitarare às 10h55
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Texto de Silas Corrêa Leite 01)="Deveriam" Ensinar, a partir do próprio projeto pedagógico como um todo (“ensino-aprendizagem”) que a vida não é nada fácil, e, com uma didática hábil e construtivista nesse sentido, satisfatoriamente dariam então chances concretas aos alunos de terem o devido conhecimento de, como, na realidade funciona a difícil vida fora do lar, fora do bairro, fora do circuito escolar; assim todos os alunos se preparariam muito melhor – e, claro, se sairiam bem melhor depois, no mundo real, na concorrência, no mercado de trabalho - até mesmo nas atividades sociais, principalmente nesse nosso injusto e nada ético tropical capitalismo selvagem, onde todos sobre/vivem em eterna luta entre contrastes sociais, constantes mudanças e seqüenciais reciclagens evolutivas sem parar. 02)="Deveriam" Ensinar que, a sociedade como um todo, na verdade tá pouco se lixando pra tal sensibilidade jovial do aluno, pro seu bem viver salutar, pra sua vontade de ser feliz plenamente apesar de tudo, pra sua auto-estima. O ser-cidadão que o aluno em si deve representar num contexto todo, vai ser como uma espécie literal de “laranja”. Enquanto der caldo bom além do quesito da mais valia, será devidamente usado (sua força física como motor, sua mente produtiva na flor da idade) depois, que virar bagaço, não servirá mais pra nada, será descartável. Esse é o pensamento único de nosso capitalhordismo americanalhado terceiro-mundista. 03)="Deveriam" Ensinar que, na verdade não há emprego para todos, essa é a real. Como no mundo animal, numa comparação imediatista que seja, o mais forte, o mais rico, o mais culto, o mais inteligente, o mais determinado e, eventualmente até o mais bonito é que superarará o outro em situação assim de inferioridade. Os outros (...) serão os “manés”, os descamisados, os excluídos sociais, os rejeitos por algum motivo ou força de irrazão de mercado. A Escola é uma saída. Talvez seja a única saída. E eles, os alunos, devem mesmo estudar M U I T O !. Depois, trabalho, poupança (sacrifícios) e mais estudo constante a médio e longo prazo, sem parar, quando o herói, o forte, o sobrevivente, o poupador – sim, o CDF cara – e determinado é que sairá vencedor e será quase que um novo lobo entre lobos... 04)="Deveriam" ensinar que, depois do Pai, da Mãe, o Professor deve ser, tem que ser sim (procure que ele seja mesmo de qualquer maneira) o melhor amigo do mundo. Se você acha o seu mestre chato, baby, espere só pra ver o seu guarda-noturno, o seu síndico, o seu inspetor de alunos ou de quarteirão, o vigia do shopping, o policial, o delegado, o primeiro patrão. Patrão é um pé na...rotina. Quem estuda muito, vira chefe, vai acabar dando ordem, e mesmo o patrão pega leve com ele, sacou? Aliás, quem não estuda vai ser o peão na escala que gira adjacente à triste relação capital-trabalho. E o patrão não respeita quem fala mal, escreve mal, fala gírias, usa roupas berrantes, é uma aberração num radicalismo vazio de rebelde sem causa. Quem não estuda é um pato da situação, vai ser explorado de todo jeito, salvo, é claro, honrosas exceções em casos bem excepcionais. Então, o seu “professor chato” (você vai e lembrar nessa hora) será então lembrado como um doce, um anjo. Você ainda terá muitas saudades dele que pegava no seu pé, puxava pela sua cabeça, estava do seu lado e não contra você ou tirando lucro com seu suor, a sua lágrima, o seu sangue Isso é capitalismo, filho. Tá boiando, é ? 05)="Deveriam" ensinar que, se for para catar latinhas...que o idealista (ou por força imperiosa de precisão) monte uma equipe determinada, funcionalmente hábil e produtiva. Adote valores essenciais. Bote uma turma pra fazer isso pra você, use a cabeça. Monte uma usina de fundo de quintal. Distribuía serviços, afazeres, técnicas, manejos, reciclagens, visão auto-sustentável, orçamentos, gráficos e produções. Além disso você pode ser um gerente, um dono (micro empresário), faturar algum, numa boa, ganhar dinheiro só usando o pensar/criar com inteligência...que praticou aonde? Na Escola. Isso vale até para servir de parâmetro, gerar emprego no meio familiar, entre outros acertos circunstanciais. Nenhum emprego é vergonha. Se você souber administrar um problema, uma situação, uma necessidade ou carência, cada condição será lucrativa, dará certo. E poder. Status. Oferta e procura. Lei de mercado. Você cabulou essa aula? Muita gente começa montando sua empresa em casa, seu primeiro negócio, e depois vira empresário dessa forma, aos poucos, com muita dedicação, visão, sentido de busca. Ninguém começa de cima. Milagre é só no reino da fantasia. Deus não dá asas para quem não sabe nem estudar direito... 06)="Deveriam" ensinar que, se você cair, mano, a culpa é toda sua, tá ligado? Seus pais e mestres não têm culpa nenhuma. Você é o responsável pelo que você se tornar. Se você fizer besteira, hasta la vista baby, a culpa é toda sua, sem tirar nem pôr. Você, só você, é responsável pelo seu sucesso ou fracasso, Pense nisso. Você vai se prestar contas um dia, mais cedo ou mais tarde. Isso vai doer muito, sabe? O que você conseguiu ser, o que você não soube ser. Não há desculpa no fracasso, na caída. Ninguém chuta cachorro morto. E você pode fazer do lugar em que estuda, o “lugar-pessoa” que você é e se tornar um grande vencedor. Qual é a desculpa agora? Saia dessa. 07)="Deveriam" ensinar que os pais são sagrados. Você não está aqui para julgá-los. Não tem esse direito. Você vai é poder julgar os seus filhos, quando eles fizerem as mesmas besteiras que você fez, feito alienado entre colegas estúpidos. Seus pais venceram em situação muito pior do que você. Não estão aqui para sustentar você. Eles são heróis e você ainda quer criticá-los? Quem é você para se insurgir contra seus pais? Comece a mudar agora a sua cara, o seu jeito, o seu quarto, a sua casa, seu enfoque, ou, no dito no popular, curto e grosso: vá trabalhar, vagabundo! 08)="Deveriam" ensinar que, se a Escola passa todo mundo - você já ouviu isso? – na vida real lá fora não é bem assim, todo mundo afina, treme, titubeia, cede, refuga, quando não rasteja feio. A realidade é outra. A verdade dói. No colégio tem de merendeiro a psicólogo, de assistente social a professora substituta pra você torrar a paciência, de servente a coordenador pedagógico. Na vida lá fora, a barra tá pesada, baby. Ninguém vai passar por você, o que você mesmo tem que passar para ficar com o couro grosso, aprender valentias de percurso, crescer, ser alguém que preste, se souber ser. Você pode até não repetir no ciclo escolar, mas vai levar pau no vestibular e na escola da vida que é muito mais difícil de encarar. E vai ser um zero a esquerda na vida. O mundo lá fora é pra tigre, você é um gatinho mimado? O mundo lá fora é pra guerreiro: você é manteiga derretida, turrão, frouxo ou xarope? Um tapinha não dói... 09)="Deveriam" ensinar que a cada turno da vida, há uma paulatina evolução. E quem ama pune. E quem é vivo aprende, pega o jeito, adapta-se, cria alternativas. Quem se educa, cresce. Tudo é motivo para grandes esperanças, energias canalizadas num propósito superior, geração de empreendimentos, pois sem orar e vigiar não somos nada. O que você vai ser quando crescer? Um derrotado? Um filhote babão alegando que não deu sorte na vida?. O tempo é aqui e agora, o banco da sala de aula. O momento é já. Você vai ficar aí parado, caçando calma pra se coçar, quando a vida é empenho e viver é lutar? A vida só favorece grandes batalhas, para os fortes, os especiais, os grandes que querem ser heróis e enfrentar situações-limites com coragem e esforço fora do comum, levantando muito cedo, dormindo muito tarde, estudando em finais de semana, feriados, férias, lendo, pesquisando sempre. Tudo o que é fácil pra você, torna você uma presa fácil na vida bandida lá fora. Qual é a sua cara pálida? Tá surtando, é ? 10)="Deveriam" ensinar que, no vídeo-game a vida ganha pontos vitais, que no cerol você faz sacanagem, e corre o mesmo risco na próxima tentativa de subir fácil, que na droga você cultua neuras e imagens fáceis de sucesso, pois o esquema ilude você, você é vítima e pensa que é só um usuário que tem o controle de tudo, dando grana pra marginais. Babaca. Na violência você planta o seu fruto podre, o seu futuro de derrotado. Na terra tudo é ilusão, tudo é sonho, quando não infâmias e sandices. Para ser alguém na vida, você terá que ralar muito, tem que esquecer o bar, o forró, o carnaval, a mina, a praia, a turma da pesada. Qual é a sua cara, vai encarar ou fazer firulas com rapagões, perder tempo precioso?. Machos dançam também. A tatuagem não te dá diploma. Nem o rock ou o surf ou no skate e o rap. Lembre-se, o cara CDF que você zoa, e que pra você não passa de um babaca e que no seu entender limitado é puxa-saco dos professores, ainda vai brilhar, vai ser alguém, ser importante, ser feliz, fazer a diferença. E você, seu mané, acredite, você vai ser empregado do filho dele, trabalhar pra ele a troco de banana, e depois ainda achando, quando acabar velho e tolo, pobre e frustrado, feito um radical que dançou feio, que o sucesso cai do céu. Não cai. O sucesso não acontece por acaso. Os ricos estudam para ficarem ainda mais ricos, continuarem ricos, para não perderem posses nesses tempos difíceis. E você, não vai estudar por quê? O trabalho é o melhor remédio, mas, além, de correr trás do prejuízo – o mar não tá pra peixe – você vai ter que tomar uma decisão e partir pra cima do seu sonho, refazer sua vida. Deixe de ser molenga e vá a luta. Não pule etapas. Não perca tempo. O amanhã espera por você, e numa curva do tempo o futuro que virá cobrar erros e descaminhos. Não tem desculpa. O que é que você vai fazer de sua vida? Cabular aula? Colar na prova? Mentir pra você mesmo? Brigar com o Professor? Depredar a Escola? Entrar numas? Dos melhores alunos nascem os melhores cidadãos, os melhores críticos, os melhores VENCEDORES. Qual é a sua opção? Faça a escolha certa. Silas Corrêa Leite – De Itararé, SP/Brasil - Educador, Jornalista, Escritor, pós-graduado em Educação, Literatura e Jornalismo (ECA/USP) – Ganhador do Prêmio Lígia Fagundes Telles Para Professor Escritor (Edição 2004) Texto da Série “Inventários e Partilhas”
Escrito por artistasdeitarare às 10h54
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 Poeminho Vista Verde Vista uma árvore Se agasalhe com uma folha Calce uma semente, uma flor, um fruto ou cipó Vista verde Você já se imaginou Calçando uma folha belíssima Ou com uma bela roupa naturalmente vegetal Todo verde? O que é que você pensa que veste? Roupa de linho, de seda, de algodão Sapatos de couro, botões de ossos Jóias, bijuterias, instrumento de barro ou pedra-sabão Você se veste de natureza e do que a terra-mãe dá de montão A natureza nos dá ar, oxigênio E açúcar e sal, e trigo e milho E arroz, pão, ovos - o que comer Mas nos dá também o que vestir, portanto Você veste verde, sacou ou quer um desenho Com mapas, palavras cruzadas, histórias em quadrinhos E imagens de você feito um bicho-folha? O sangue verde da moto-serra na árvore da vida Também por tabela mata você, causa tristeza E você fica sem ar, sem agasalho e sem comida Já pensou que desmanche, que desnatureza? Você se veste de vida pura, de verde vegetal Como você é parte de toda a orquestra natural Você bebe água, respira oxigênio, come peixe ou repolho Você mesmo, bicho-gente, parte da natureza, bicho-folho A natureza equilibrada para todo mundo é tudo E somos partes integrantes dela Como você também o é, Bicho Folhudo -0 Silas Correa Leite, E-mail: poesilas@terra.com.br www.itarare.com.brsilas.htm
Escrito por artistasdeitarare às 09h20
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Escrito por artistasdeitarare às 08h54
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Escrito por artistasdeitarare às 08h53
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Poetinha Silas e Musa Rosangela
Escrito por artistasdeitarare às 08h52
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Declaração Universal dos Direitos dos Boêmios 01)-Todos os Boêmios Cósmicos até de além da Via Láctea, têm o mesmo direito à vida noturna, notívaga, da fauna seresteira, sem tirar nem pôr. E todo Boêmio é um filósofo para muito bem discutir futebol, mulher, política, religião e objetos não identificados, principalmente depois da saideira que nunca termina de ser a antepenúltima... 02)-Todos os Boêmios têm direito ao respeito e a proteção dos abstêmios e mesmo à proteção da lei da vida urbana e das autoridades constituídas, até porque, as grandes revoluções e guerras podem começar ou terminar nos bares e é melhor prevenir do que remediar 03)-Nenhum Boêmio deve ser maltratado, tendo sempre direito a pinduras, fiados, cheques borrachudos ou mesmo até algumas biritas e saideiras por conta de amigos do chamado “Lar Doce Bar” ou mesmo por conta da casa, porque Boêmio que presta é Boêmio que não troca o destilado pelo duvidoso. E depois, falando sério, pode ser melhor deste lado do que do lado de lá... Deus abençoe o limão e o açúcar. Meu reino por uma garrafa de cachaça. 04)-Todos os Boêmios inveterados e incorrigíveis, têm o direito de viver para sempre no seu habitat rueiro de gracioso natureba-etílico em peregrinação, entre as musas, amantes e amigas do alheio, longe dos que têm cérebro de minhoca, os subcretinos e os alcoólatras anônimos 05)-A esposa-vitima que o Boêmio escolher para ser sua eternal companheira na alegria e na falta de cerveja, no álcool nosso de cada dia ou na ressaca, não deve nunca abandoná-lo como a um Engov ou Sonrisal usado. Abandonar um boêmio é condená-lo ao dezelo íntimo que resultará numa cirrose como seqüela de seu desmanche como ser e como humano. E depois, beber é divino. 06)-A nenhum Boêmio deverá ser causado qualquer dor de qualquer natureza, e a mulher que o deixar e o trair por ser biscate, será para sempre renegada por todos os viventes com consciências arejadas, cairá na vida e será uma qualquer na vida difícil sem ele, um incompreendido pelas pedaçudas de miolo mole e certos interesses escusos de percurso. Para compreender um Boêmio tem que ter olhos de santa, abraços de estrelas e alma avelã. 07)-Todo ato que põe em risco a vida ou o fígado do Boêmio, é um crime contra a natureza e a sua orquestra cósmica de preservação dos seresteiros, cantadores, trovadores, louvadores da vida e da beleza da vida por atacado. O Bar é nosso e ninguém tasca. E artistas bebem para suportarem a insanidade e o cinismo de parte da sociedade de lucros impunes, riquezas injustas, propriedades-roubos e falsidades cênicas (antros neoliberais produzem monstros) 08)-A poluição da vida (becos e guetos), do bar (estranhos e pára-quedistas), de praias e montanhas, de terras lindas como Itararé, Cidade Poema, Curitiba, Shangri-lá, Pasárgada, Terra do Nunca, Paris, Rio de Janeiro, será considerada um crime contra a existência dos boêmios que são livres pela própria natureza, cantadores por ócios do oficio, com suas contentezas e prazeiranças de alegrar mundos e fungos, ícaros e almas naus, periferias cor-de-rosa e bares risca-facas. Saravá, Pixinguinha e Maestro Gaya. Os que não sabem beber são saúvas. E as saúvas ainda vão acabar com o Brasil. Camarada, que bom que você veio. 09)-Os direitos dos Boêmios serão defendidos por lei e valias desde logo em todos os foros de respeito à vida, à lua crescente ou cheia, à imaginação fértil e às barulhanças do bem viver em paz e com a alma aberta, até porque, ninguém é de ferro e, como disse o Chico Buarque do Brasil - o maior porrista de todos - a seco ninguém segura esse rojão. Saravá, Vininha! 10)-O ser humano deve ser educado desde a tenra infância ainda no materno seio doce ou na mamadeira-chuqinha com suco de uva pra preparar o desfrute no devir – e deve saber que da água viemos e à cerveja voltaremos, e deve, com sensibilidade temporã observar, respeitar e compreender o seu próprio despertar de uma paisana consciência cívica e ético-plural-comunitária (humanismo de resultados), pois, os animais que são puristas amam os bêbados e seus correligionários, mas, principalmente, se não tiver competência etílica ou asa luz para ser um verdadeiro Boêmio de fé e estirpe – e pescador, mentiroso, poeta e contador de causos do álcool da velha - que pelo menos respeite os Baristas e suas vidas ilustres nas constelações noturnas como pirilâmpadas do viver cada dia como se o mundo fosse acabar, se é que o mundo já não acabou e nem fomos avisados. E depois, Boêmio não tem terceira idade, tem terceira infância, e é melhor morrer de porre do que de tédio. Ai que preguiça! O mundo não vai acabar em fogo em enxofre com choro e ranger de dentes, mas acabar em cerveja transgênica com gargalo de espuma radioativa, chorinho e ranger de petiscos nos dentes. E nunca bebam ao dirigir, que a latinha pode cair... E fica o dito pelo não dito. O que abunda tem profundidade. Quem quiser que conte outra, e vamos pedir mais uma rodada que o fígado faz mal à cerveja e depois, malte, levedo, lúpulo, e cevada, é muito melhor do que água, pois os peixes fazem sexo na água. Aleluia Biriteiros. O céu pode esperar. Ave Itararé! Mãos ao Álcool! -0- Poeta Silas Corrêa Leite – Boêmio Pela Própria Natureza Poema da Série “Há Bares Que Vêm Pra Bem - Confesso que Bebi” Estância Boêmia de Itararé, Chão de Estrelas – “A história do Brasil passa por aqui” - Capital Artístico-Cultural-Etílica da Região Sul do Estado de São Paulo, em boa safra de uva, milho, feijão, calcário, bares, beiras de rios, cevas, luares e, é claro, muita cana-de-açúcar que o céu pode ser lá E-mail: poesilas@terra.comr.br Site: www.itarare.com.br/silas.htm Blogue de Itararé: www.artistasdeitarare.zip.net
Escrito por artistasdeitarare às 08h51
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Escrito por artistasdeitarare às 10h08
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Pirilâmpado “Ninguém pode pensar, sentir ou agir Senão a partir da própria alienação...” R. D. Laing Se quero sobreviver preciso esquecer que meu corpo é uma carcaça. Uso as palavras para recompor minha vida exangue. Tento compreender o absurdo da existencialização. Prezo a morte e leio escombros na angústia-vívere. Tenho em mim a decadência-preço de Existir. Não fui aparelhado espiritualmente para suportar a vida. Minha infância pobre é o mundo que trago às costas como uma lesma com carcova. Sou um renunciante à vida que respira a tristeza no caos. Amo os silêncios porque deles tiro filés de santas palavras. Caibo em despertencimentos, desabandonos e desespelhos com a consciência saturada. Minha palavra é a minha voz como o estertor de um vagido. Existir dói e faço doer os engenhos e açudes das palavras. Uso as esporas das palavras em verso e prosa para refazer a vida que me deram como uma sentença-castigo. Se eu escrever ansiedades perdoem o inexato corte de pelica da dor em mim lavrada. Não tenho fórmulas para escapar ileso e não estou impune. Sou um bebedor e comedor de verbos feito um Pirilâmpado. Dou ciência de mim aos efêmeros insensíveis como potes de vísceras. Não me leiam se não querem se assustar de serem a si mesmos revelados como carcaças em espelhos turvos. Sou por acaso aqui e ali uma espécie de rebrilux. Os gemidos de noiteadeiro falam por mim, me descrevem. Palavras me são remédios. Correm no meu sangue. Regurgito. Como se adubos de palavras em ordinárias bateias de granizo. Sou inventariante de angústias humanas, escondo-me em bibliotecas E bebo de lanhos de meu próprio sangue letral Envenenando-me da dura e triste carcaça Sobrevivencial. -0- Silas Correa Leite, Itararé-SP E-mail: poesilas@terra.com.br
Escrito por artistasdeitarare às 16h11
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 Epitáfio Conversando com meu epitáfio, no sonho Quero saber como foi que morri, se doeu Quero saber o que senti, qual foi último suspiro E se fui feliz no fim, qual a cotação final. Conversando com meu epitáfio, a tumba fria Eu ali nada sabendo das dobras espaciais Parecia vivo, mas estava à beira da lápide Com meu nome, uma data não identificável Conversando com meu epitáfio, chorei muito Nunca mais minha mãe, minha musa, irmãos Apenas eu ali, e aquela radiação vindo de dentro De uma lágrima infinita pontuando minha paz Conversando com minha lápide, vi meu pai O bendito reencontro tão sonhado, ali, o céu Na pedra um estojo - fora dela a alma livre E os meus ancestrais me recebendo vencedor Conversando com meu íntimo liberto, vi A lápide, a terra, e eu muito além da vida Muito além do fim, resgatado da dor de viver Com minha familia cósmica entrei na Luz! -0- Silas Correa Leite E-mail: poesilas@terra.com.br
Escrito por artistasdeitarare às 21h23
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